Paris, França
Planejando sua viagem a PARIS
Visitamos Paris em diferentes momentos da vida: a trabalho, em uma viagem a dois e também com quase toda a família, tendo faltado somente nossas netas e nosso genro. Ao longo do texto, será fácil identificar nas fotos a qual dessas experiências cada registro pertence. A Cidade Luz dispensa apresentações e é reconhecida como um dos destinos mais fascinantes do mundo. Caminhar por suas ruas é como folhear um livro vivo de história, arte e romance, onde monumentos icônicos dividem espaço com cafés charmosos, parques elegantes e uma atmosfera que convida a desacelerar e apreciar cada detalhe.
Neste post, você vai descobrir as melhores coisas para ver e fazer em Paris. Reunimos fotos incríveis, dicas valiosas da cidade, sugestões de ótimas acomodações e orientações sobre onde encontrar passagens aéreas com bons preços, para ajudar no planejamento da sua viagem.
Bon voyage!
Casal VisiteiGostei

DICAS DE VIAGEM PARIS
Neste post, você encontrará os seguintes tópicos:
• Sobre Paris
• O que fazer em Paris
• Informações básicas para sua viagem
• Quando ir a Paris / Melhor época para visitar
• Hospedagem
• Transporte
• Saúde
• Cultura e Costumes
• Segurança
• Alimentação
• Souvenirs
SOBRE PARIS
Paris é a capital da França e uma das cidades mais influentes do mundo em termos históricos, culturais e econômicos. Suas origens remontam à época romana, quando era conhecida como Lutécia. Ao longo dos séculos, tornou-se centro do poder político francês, palco de revoluções, berço de movimentos artísticos e referência mundial em arquitetura, moda e gastronomia.
A cidade é marcada por seus monumentos emblemáticos, como a Torre Eiffel, o Museu do Louvre, a Catedral de Notre-Dame e o Arco do Triunfo, além de bairros cheios de personalidade, como Montmartre, Le Marais e o Quartier Latin. Paris também se destaca pela organização urbana, pelas margens do Rio Sena e por seus jardins bem cuidados, que oferecem pausas agradáveis em meio à vida urbana.
Paris é um importante polo econômico da Europa. A cidade concentra sedes de grandes empresas, recebe milhões de turistas por ano e movimenta fortemente os setores de turismo, moda, tecnologia, educação e serviços. O turismo, sozinho, responde por uma fatia significativa da economia local.
Entre as curiosidades, Paris possui mais de 1.800 padarias, dezenas de museus de renome internacional e um sistema de metrô com mais de um século de funcionamento. Personalidades como Victor Hugo, Édith Piaf, Coco Chanel, Napoleão Bonaparte e Claude Monet ajudaram a construir o imaginário da cidade, que continua inspirando artistas, viajantes e sonhadores do mundo inteiro.

Vista aérea de Paris
O QUE FAZER EM PARIS
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Ao chegar a Paris, ainda no aeroporto, recomendamos que se encaminhe ao Centro de Informações ao Turista para obter um folder com o mapa turístico da cidade.
1º dia: CLÁSSICOS, VISTAS E SÍMBOLO MÁXIMO
ÓPERA GARNIER – A Ópera Garnier é um dos edifícios mais imponentes de Paris e um verdadeiro símbolo do luxo do século XIX. Inaugurada em 1875, durante a Terceira República Francesa, ela foi projetada pelo arquiteto Charles Garnier e impressiona logo na chegada, com sua fachada ricamente decorada, colunas, esculturas douradas e uma escadaria monumental que parece saída de um filme.

Ópera Garnier

Ópera Garnier
Por dentro, o destaque vai para o grande foyer, inspirado na Galeria dos Espelhos de Versalhes, e para o teto da sala principal, pintado por Marc Chagall em 1964. Mesmo quem não pretende assistir a um espetáculo vale a visita guiada, que revela detalhes curiosos da construção e a ligação da ópera com a famosa obra “O Fantasma da Ópera”.

Entrada da Ópera Garnier
O QUE FAZER EM PARIS
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GALERIAS LAFAYETTE – As Galerias Lafayette são muito mais do que uma loja de departamentos: são quase uma atração turística. Fundadas em 1893, elas se tornaram referência mundial em moda, luxo e arquitetura. O grande destaque é a cúpula de vidro em estilo Art Nouveau, inaugurada em 1912, que rende fotos incríveis.

Galerias Lafayette

Galerias Lafayette
Pouca gente sabe, mas o prédio oferece um mirante gratuito no terraço, com uma vista espetacular de Paris, incluindo a Ópera Garnier e até a Torre Eiffel ao fundo. Uma parada perfeita para descansar, admirar a cidade do alto e, claro, fazer algumas compras, nem que seja só de lembrancinhas.

Galerias Lafayette

Galerias Lafayette 😯💰
PLACE DE LA CONCORDE – A Place de la Concorde é a maior praça de Paris e carrega um enorme peso histórico. Foi ali que, durante a Revolução Francesa, ocorreram execuções famosas, incluindo a do rei Luís XVI e de Maria Antonieta. Hoje, o clima é bem diferente, com trânsito intenso e um visual elegante.

Place de la Concorde
No centro da praça está o Obelisco de Luxor, com mais de 3.000 anos, presente do Egito à França no século XIX. A praça conecta pontos importantes da cidade, como a Avenida Champs-Élysées, o Jardim das Tulherias e o Rio Sena, sendo um ótimo local para fotos e caminhadas.

Entardecer na Place de la Concorde
PONTE ALEXANDRE III – Considerada por muitos a ponte mais bonita de Paris, a Ponte Alexandre III foi inaugurada em 1900 para a Exposição Universal. Seu estilo é exuberante, com esculturas douradas, querubins e detalhes que simbolizam artes, ciências e indústria.

Ponte Alexandre III

Ponte Alexandre III
Além da beleza, a ponte oferece uma vista privilegiada do Rio Sena, da Torre Eiffel e do complexo dos Invalides. É especialmente encantadora ao entardecer e à noite, quando a iluminação realça ainda mais seus detalhes.

Ponte Alexandre III

Ponte Alexandre III
TORRE EIFFEL – A Torre Eiffel é o grande símbolo de Paris e um dos monumentos mais visitados do mundo. Construída para a Exposição Universal de 1889, ela tem 330 metros de altura e foi projetada por Gustave Eiffel. Curiosamente, a torre deveria ser temporária, mas acabou se tornando definitiva.

Torre Eiffel
É possível subir até seus diferentes níveis de elevador ou escada, garantindo vistas incríveis da cidade. Uma dica é visitar também à noite, quando a torre pisca a cada hora cheia, criando um espetáculo simples e inesquecível.

Parte superior da Torre Eiffel

Vista aérea de Paris a partir do mirante da Torre Eiffel
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2º dia: EIXO HISTÓRICO E COMPRAS
AVENIDA CHAMPS-ÉLYSÉES – A Champs-Élysées é uma das avenidas mais famosas do planeta, ligando a Place de la Concorde ao Arco do Triunfo. Com cerca de 2 km de extensão, ela reúne lojas de grife, cafés, cinemas e restaurantes. Caminhar pela avenida é quase um ritual para quem visita Paris. Vale a pena ir sem pressa, observar o movimento e, se possível, sentar em um café para ver a cidade passar.
Tivemos ainda um privilégio especial: estávamos em Paris no dia em que os franceses celebram a vitória na Segunda Guerra Mundial. Por conta das comemorações, a Champs-Élysées estava fechada para o trânsito, o que nos permitiu caminhar tranquilamente pela própria pista da avenida, algo raro em dias normais. Ver aquele cenário icônico sem carros, tomado apenas por pessoas e pelo clima festivo, tornou a experiência ainda mais marcante e inesquecível.

Avenida Champs-Élysées em dia de festa
Pouca gente sabe, mas na altura do número 114 da Champs-Élysées existe uma placa comemorativa em homenagem a Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação. Ela marca o local onde o inventor brasileiro morou em Paris e onde ele, em 1903, chegou a pousar seu dirigível nº 9 bem em frente ao prédio onde vivia, um episódio curioso e simbólico da sua ligação com a cidade. Essa placa muitas vezes passa despercebida pelos turistas enquanto eles admiraram as lojas e o movimento da avenida, mas ela é um pequeno tesouro histórico para quem presta atenção aos detalhes e sabe o que procurar.

Placa em homenagem a Santos Dumont
ARCO DO TRIUNFO – O Arco do Triunfo foi encomendado por Napoleão Bonaparte em 1806 para celebrar as vitórias do exército francês. Com cerca de 50 metros de altura, ele domina a famosa Praça Charles de Gaulle, onde convergem 12 avenidas.
Subir até o topo rende uma das vistas mais bonitas de Paris, com a Champs-Élysées em destaque. Na base do arco, está o Túmulo do Soldado Desconhecido, com a chama eterna acesa desde 1923.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo visto do alto da Torre Eiffel
LES INVALIDES (TÚMULO DE NAPOLEÃO) – O complexo Les Invalides foi construído no século XVII por ordem do rei Luís XIV para abrigar veteranos de guerra. Hoje, abriga museus militares e o famoso túmulo de Napoleão Bonaparte. O domo dourado é visível de vários pontos da cidade e impressiona de perto. A visita permite conhecer melhor a história militar da França e entender a importância de Napoleão para o país.

Complexo Les Invalides

Sarcófago de Napoleão Bonaparte
RIO SENA – O Rio Sena corta Paris de forma elegante e é parte fundamental da identidade da cidade. Suas margens são Patrimônio Mundial da UNESCO e concentram vários dos principais monumentos.

Rio Sena visto do alto da Torre Eiffel
Um passeio de barco pelo Rio Sena é uma das experiências mais agradáveis da cidade, especialmente ao entardecer. Para quem prefere algo mais simples, caminhar pelas margens já rende belas paisagens e momentos relaxantes.

Passeio de barco pelo Sena
3º dia: ARTE, HISTÓRIA E PARIS ALTERNATIVA
MUSEU DO LOUVRE – O Museu do Louvre é o maior museu de arte do mundo. Instalado em um antigo palácio real, abriga mais de 35 mil obras em exposição, incluindo a famosa Mona Lisa.

Museu do Louvre
É praticamente impossível ver tudo em uma única visita, então o ideal é planejar o percurso com antecedência e procurar chegar bem cedo. A pirâmide de vidro, inaugurada em 1989, tornou-se um dos ícones modernos de Paris.

Museu do Louvre
Ver a Mona Lisa de perto é, sem exagero, uma tarefa árdua para quem visita o Louvre. A sala que abriga a obra está quase sempre lotada, e a aproximação exige paciência e estratégia. Em dias normais, quem deseja chegar mais próximo do quadro costuma aguardar em torno de uma hora, especialmente se quiser estar entre os primeiros da fila formada diante da pintura. Nós optamos por ir por conta própria, justamente para priorizar a experiência e conseguir chegar o mais perto possível da obra. Grupos de visitantes, em geral, não esperam a fila avançar e seguem adiante conforme o tempo do roteiro, o que acaba limitando muitos a ver a Mona Lisa apenas de longe, por cima de celulares e cabeças. Ainda assim, quando finalmente se está frente a frente com o quadro, o esforço faz sentido.

Quadro de Mona Lisa, obra-prima de Leonardo da Vinci

Foto tirada com foco no rosto de Mona Lisa
O vidro instalado para proteger a obra acaba refletindo a luz e prejudicando um pouco a qualidade das fotografias.
O Louvre vai muito além de suas obras mais disputadas. O museu é composto por inúmeras salas, alas e corredores, cada um guardando peças fascinantes que muitas vezes passam despercebidas pelo visitante apressado. Caminhar por seus espaços é, por si só, uma experiência: a arquitetura interna impressiona, mesclando estruturas históricas com soluções modernas, criando cenários tão fotogênicos quanto as próprias obras expostas. Entre uma galeria e outra, surgem quadros, esculturas e detalhes arquitetônicos que convidam à contemplação e à descoberta, revelando a dimensão e a riqueza desse que é o museu mais visitado no mundo.

Um dos corredores do Louvre

Os tetos das salas são verdadeiras obras de arte

Pintura a óleo A Balsa da Medusa, de Théodore Géricault. Tamanho: 4,91 x 7,16 metros.
Em termos de escultura, encontra-se no Louvre uma das obras mais icônicas e famosas do mundo: a Vênus de Milo. Representando Afrodite, deusa grega do amor e da beleza, a obra foi esculpida em mármore entre os séculos II e I a.C., sendo geralmente atribuída a Alexandros de Antioquia. Descoberta em 1820 na ilha de Milos, na Grécia, a estátua rapidamente se tornou um ícone após ser incorporada ao acervo do museu francês. Mesmo sem os braços, cuja ausência só aumentou seu mistério e fascínio, a Vênus de Milo impressiona pela harmonia das proporções, pela elegância do movimento e pela serenidade da expressão. Para o Louvre, ela representa não apenas um tesouro da escultura helenística, mas também uma peça central na construção da identidade do museu como guardião de algumas das maiores obras da humanidade.

A escultura Vênus de Milo
No Louvre, além das pinturas e esculturas mundialmente famosas, há espaços de valor histórico e simbólico incomensurável, como a Galeria de Apolo, onde estava exposta parte das joias da Coroa Francesa, peças que representam séculos de história da França e da monarquia europeia. Esses objetos não são apenas adornos preciosos; são testemunhas do passado imperial do país: diademas, colares e tiaras usados por rainhas e imperatrizes, adornados com milhares de diamantes, esmeraldas e safiras.
A importância dessas joias vai muito além de seu valor monetário, estimado em dezenas de milhões de euros, pois elas carregam histórias de poder, arte, identidade e tradição que atravessaram séculos. Por isso, a audaciosa ação de criminosos em 19 de outubro de 2025, quando várias dessas peças foram roubadas em apenas sete minutos da própria Galeria de Apolo, chocou o mundo. Até hoje, com exceção da coroa da Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão Bonaparte, perdida pelos ladrões durante a ação, as joias não foram recuperadas. A perda representa um golpe não apenas para o Louvre, mas também para o patrimônio cultural global, já que peças dessa magnitude raramente retornam ao público.
Tivemos a sorte de registrar em fotos algumas dessas peças. Um testemunho visual de algo que, infelizmente, não se vê mais por lá.

Coroa com 1300 diamantes que pertenceu à Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão Bonaparte.

Diadema com 212 pérolas e 1998 diamantes que pertenceu à Imperatriz Eugénie.

Grande laço de corpete da Imperatriz Eugénie (broche)
CATEDRAL DE NOTRE-DAME – A Catedral de Notre-Dame é uma obra-prima da arquitetura gótica, construída entre os séculos XII e XIV. Localizada na Île de la Cité, ela é um dos marcos históricos mais importantes de Paris.

Catedral de Notre-Dame
Após o incêndio de 2019, a catedral passou por um longo processo de restauração, reforçando ainda mais sua importância cultural e simbólica. Mesmo vista externamente, continua sendo uma parada obrigatória.

Catedral de Notre-Dame

Altar da Catedral de Notre-Dame
CEMITÉRIO PÈRE-LACHAISE – O Cemitério Père-Lachaise é uma visita diferente, histórica e surpreendente. Inaugurado em 1804, é o maior cemitério de Paris e abriga túmulos de personalidades como Chopin, Balzac, Jim Morrison, Oscar Wilde e Édith Piaf, dentre outras. O local parece mais um parque a céu aberto, com alamedas arborizadas, esculturas e mausoléus elaborados. Vale a visita para quem gosta de história, arte e curiosidades.

Frédéric Chopin (1810-1849), compositor e pianista polonês-francês

Oscar Wilde (1854-1900), escritor, poeta e dramaturgo irlandês
Entre os túmulos mais visitados do Père-Lachaise, um dos que mais despertam a atenção dos brasileiros é o de Allan Kardec, educador, autor e tradutor francês, considerado o fundador do Espiritismo. Kardec exerceu enorme influência na formação espiritual de milhões de pessoas no Brasil. Seu túmulo tornou-se um verdadeiro ponto de peregrinação para visitantes brasileiros, que costumam deixar flores, bilhetes e mensagens de agradecimento, transformando o local em um espaço de fé e conexão espiritual.

Entre as curiosidades do Cemitério Père-Lachaise está a estátua de Victor Noir, um jornalista francês assassinado em 1870, aos 22 anos, durante o Segundo Império. Seu túmulo tornou-se famoso não apenas pela história política que envolve sua morte, mas também pela escultura realista de bronze, que o retrata caído, com detalhes que chamam a atenção dos visitantes. Com o tempo, a estátua passou a ser cercada de lendas populares ligadas à fertilidade e à sorte, transformando o local em uma das paradas mais curiosas e visitadas do cemitério.

Victor Noir (1848-1870), jornalista francês
Em determinado momento da nossa caminhada pelo Père-Lachaise, nos deparamos com um espaço que chamava atenção pela quantidade de fotos, flores e homenagens deixadas por visitantes. Tratava-se de uma área dedicada às vítimas do voo AF447, da Air France, que fazia a rota Rio–Paris e caiu no Oceano Atlântico em 2009, vitimando 228 pessoas, dentre as quais diversos casais em lua de mel. O local transmite um clima de respeito e reflexão, lembrando que o cemitério não abriga apenas grandes nomes da história, mas também memórias recentes e profundamente marcantes para muitas famílias ao redor do mundo.

Vítimas do voo AF447, da Air France
4º dia: INTELECTUAL, VERDE E BOÊMIO
PANTHÉON – O Panthéon foi originalmente construído como igreja, mas hoje funciona como mausoléu de grandes nomes da história francesa, como Voltaire, Rousseau e Marie Curie. Localizado no Quartier Latin, o prédio impressiona pela grandiosidade e pela cúpula, que oferece uma bela vista da cidade para quem sobe até o topo.

Panthéon
JARDIM DE LUXEMBURGO – O Jardim de Luxemburgo é um dos parques mais agradáveis de Paris. Além de sua beleza, este famoso local guarda diversas curiosidades históricas e culturais. O Palácio de Luxemburgo, que hoje abriga o Senado francês, foi construído a pedido de Maria de Médici, inspirada nos palácios italianos de sua terra natal. O parque também é conhecido por suas mais de cem esculturas espalhadas pelos jardins, incluindo estátuas de rainhas francesas, figuras mitológicas e personagens históricos, que transformam o passeio em uma verdadeira galeria a céu aberto.

Jardim de Luxemburgo
O complexo combina jardins bem cuidados, fontes e o elegante Palácio de Luxemburgo. É um ótimo lugar para descansar, fazer um piquenique ou simplesmente observar os parisienses em seu dia a dia

Outro símbolo do jardim é o Grande Lago Octogonal, onde crianças costumam brincar com pequenos barcos à vela, mantendo uma tradição parisiense que atravessa gerações. Há ainda o Pomarium, um antigo pomar com variedades raras de maçãs e peras, além de estufas históricas que preservam plantas exóticas. Tudo isso faz do Jardim de Luxemburgo não apenas um espaço de lazer, mas um lugar onde natureza, história e cultura se encontram de forma harmoniosa, um verdadeiro refúgio no coração de Paris.

Lago Octogonal, Jardim de Luxemburgo
BASÍLICA DE SACRÉ-COEUR – Localizada no ponto mais alto de Montmartre, a Basílica de Sacré-Coeur oferece uma das vistas mais bonitas de Paris. Sua construção teve início em 1875 e se estendeu por várias décadas, resultando em um edifício de estilo romano-bizantino que se destaca na paisagem parisiense. O interior impressiona pelo enorme mosaico da cúpula, um dos maiores do mundo, que retrata Cristo com os braços abertos, além dos vitrais e da atmosfera de silêncio e contemplação que contrasta com o movimento do bairro ao redor. A entrada na basílica é gratuita, tornando a visita ainda mais acessível a quem explora a cidade.

Basílica de Sacré-Coeur
Além da importância religiosa, a Sacré-Coeur é um ponto de encontro tanto de moradores quanto de visitantes. A visita pode ser facilmente combinada com um passeio pelas ruas de Montmartre, repletas de cafés, artistas de rua e pequenas praças charmosas. Para quem deseja uma experiência ainda mais marcante, subir até a cúpula (acesso pago) garante uma vista panorâmica ainda mais ampla da cidade. Ao pôr do sol, com Paris se iluminando aos poucos, o cenário visto do alto da colina se transforma em um momento verdadeiramente inesquecível.

Basílica de Sacré-Coeur
BAIRRO DE MONTMARTRE – Montmartre é um dos bairros mais charmosos e boêmios de Paris. Antigo reduto de artistas como Picasso e Van Gogh, mantém até hoje um clima artístico e descontraído. Suas ruas estreitas, escadarias e cafés convidam a caminhadas sem pressa. É um ótimo lugar para se perder propositalmente e descobrir cantinhos cheios de personalidade.

A atmosfera de Montmartre
O Moulin Rouge é um dos símbolos mais icônicos da vida noturna parisiense e um marco da história cultural de Montmartre. Inaugurado em 1889, o cabaré ficou mundialmente famoso pelo cancã francês, pelas apresentações exuberantes e pelo inconfundível moinho vermelho que se tornou cartão-postal da cidade. Frequentado por artistas, intelectuais e boêmios ao longo dos séculos, o Moulin Rouge ajudou a consolidar a reputação de Montmartre como um bairro livre, criativo e provocador. Mais do que um espetáculo, ele representa um período efervescente da Belle Époque e segue encantando visitantes do mundo todo até hoje.

Cabaré Moulin Rouge, no bairro Montmartre
INFORMAÇÕES BÁSICAS PARA SUA VIAGEM
Visto – Brasileiros não precisam de visto para estadas a turismo de até três meses na França. Apenas necessitam apresentar passaporte com, no mínimo, seis meses de validade. Aqueles que pretendem estudar, trabalhar ou estender a permanência precisam de visto. Mais informações, consulte o site www.doyouneedvisa.com.
1ª) Leve seus comprovantes de hospedagem, da passagem da volta, do seguro viagem e quaisquer outros que possam lhe ajudar no momento de passar no controle de imigração; 2ª) Leve uma boa quantidade em dinheiro. Para a Europa, o Itamaraty recomenda ter, pelo menos, 550 € na carteira, além de um cartão de crédito.
População – Um pouco mais de 2 milhões de habitantes. No entanto, a região metropolitana, conhecida como Grande Paris, tem uma população muito maior, superando os 7 milhões de pessoas.
Idioma – Francês.
Moeda – A moeda local é o Euro (€ ou EUR). Consulte a taxa atualizada.
Para uma viagem mais segura e prática, é recomendável optar por alternativas como Cartões de Viagem. O cartão Wise, por exemplo, permite carregar dinheiro em diferentes moedas de forma digital, facilitando na hora de pagar e sacar em suas viagens internacionais. Evite transportar grandes quantias em dinheiro e reduza os riscos de transtornos ao viajar para outro país! Saiba mais sobre o Cartão de Viagem Wise.
Vacinas – Nenhuma vacina é exigida para entrada no país. No entanto, 26 países da Europa exigem que cidadãos extrangeiros façam um seguro de viagem (mínimo de 30.000 €) para cobertura de despesas médicas, hospitalares e ajuda social. Não é o Plano de Saúde que você tem no Brasil!
Contratar um Seguro Viagem é algo importante para a tranquilidade e segurança de qualquer viagem. O seguro oferece cobertura para situações inesperadas, como problemas de saúde, acidentes, perda de bagagem, cancelamentos de voos e outros imprevistos. Compare planos e encontre os melhores preços das principais seguradoras no site da Seguros Promo.
Eletricidade e Tomadas – Todo o país opera em correntes de 230 volts e tomadas nos tipos C e E.
Leve um adaptador específico ou um “T” de dois pinos redondos.

QUANDO IR A PARIS / MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR PARIS
Paris pode ser visitada durante todo o ano, mas a melhor época costuma ser a primavera (abril a junho) e o outono (setembro e outubro), quando o clima é mais ameno e a cidade fica especialmente bonita. O verão traz dias longos e vibrantes, porém com maior fluxo de turistas. Já o inverno é frio, mas oferece preços mais baixos e um charme especial, principalmente no período natalino.
No gráfico abaixo, é possível ver, mês a mês, as médias de temperatura (vermelho) e de chuva (azul), obtidas com base em dados climatológicos de diversos anos.
HOSPEDAGEM
A cidade oferece hospedagem para todos os estilos e orçamentos. Hotéis boutique, redes internacionais, apartamentos de temporada e hostels estão espalhados pelos bairros centrais e bem conectados ao metrô. Regiões como Saint-Germain, Le Marais e Ópera são bastante procuradas por quem quer ficar perto das principais atrações.
Em particular, gostaríamos de indicar uma hospedagem que fica no bairro Ternes, próximo à estação de metrô Porte Maillot (linha 1), o La Villa des Ternes Hotel (8,6). Com um ótimo custo x benefício e impecável em seus serviços e instalações, é um lugar perfeito para a sua estada em Paris. O La Villa des Ternes Hotel (8,6) conta com a aprovação do blog VisiteiGostei.
A seguir, apresentamos excelentes opções de hospedagem em Paris. Encontre aquela que melhor se adapta às suas necessidades e preferências.
Visão geral: Todas as hospedagens
Boas e baratas ($): Libertel Montmartre Opéra (8,6) || Hotel Maat Etoile (8,8)
Confortáveis ($$): Acacias Étoile (8,8) || Doisy Etoile – Orso Hotel (8,6)
Sofisticadas ($$$): Hotel Magda Champs Elysées (9,2) || Rayz Eiffel (9,4)
TRANSPORTE
O transporte público de Paris é eficiente e fácil de usar. O metrô cobre praticamente toda a cidade, complementado por ônibus e trens regionais. Para turistas, passes diários ou semanais valem muito a pena. Caminhar também é uma ótima opção, já que muitas atrações ficam relativamente próximas umas das outras.
Transferência do aeroporto: O Aeroporto Charles de Gaulle (CDG) é bem conectado ao centro de Paris por diversas opções de transporte. A forma mais rápida e econômica costuma ser o trem RER B, que liga o aeroporto a regiões centrais, como Châtelet–Les Halles e Saint-Michel, em cerca de 35 a 40 minutos. Vale a dica de já ter algum dinheiro em espécie (ou moedas em euro), pois, embora as máquinas aceitem cartão, isso pode facilitar a compra do tíquete logo na saída do aeroporto, especialmente em horários de maior movimento. Também há ônibus regulares, serviços de traslado, táxis oficiais com tarifa fixa e aplicativos de transporte, que oferecem mais conforto, principalmente para quem viaja com muita bagagem.
Metrô: O metrô é a melhor maneira de se locomover e conecta tudo muito bem. Contudo, a maioria dos pontos turísticos são acessados através de caminhadas.
Ônibus panorâmicos Hop-on Hop-off: Outra opção é locomover-se através dos ônibus panorâmicos de Paris, em que você pode entrar e sair dos veículos quantas vezes quiser nas muitas paradas programadas. Particularmente, nós curtimos o sistema Hop-on Hop-off, mas, desta vez, optamos por conhecer a cidade caminhando. Clique aqui para mais detalhes.
SAÚDE
Paris conta com um excelente sistema de saúde, com hospitais e clínicas de alto nível. Turistas devem viajar com seguro viagem, obrigatório para entrada no Espaço Schengen, garantindo atendimento médico em caso de necessidade. Farmácias são numerosas e bem sinalizadas pela cruz verde.
Leve seus medicamentos de uso contínuo (se tiver) e, por precaução, os que podem ser úteis durante sua estada nesta cidade, já que é difícil comprar remédios sem receita médica no exterior.
Havendo necessidade, não se esqueça de acionar o seguro viagem previamente contratado. Aliás, carregue sempre consigo o contrato/comprovante, para apresentá-lo em caso de emergência.
CULTURA E COSTUMES
Educação, respeito e privacidade– Os franceses valorizam a educação, o respeito e a privacidade. Cumprimentar com um “bonjour” ao entrar em lojas ou restaurantes é um costume importante.
Refeições – As refeições na França são momentos valorizados e costumam ser feitas com calma. É entendida como um momento de pausa e convivência, não apenas de alimentação. Almoçar ou jantar envolve sentar-se à mesa, conversar, apreciar o sabor dos pratos e respeitar um certo ritual. Por isso, comer com pressa, de pé ou “engolindo” a comida, costuma ser associado à falta de tempo, ao estresse ou até à má educação, principalmente quando se está acompanhado.
Baguete – A baguete é, sem dúvida, o maior símbolo da vida cotidiana francesa. Está presente no dia a dia: no almoço simples, no jantar, na mesa das famílias e nas boulangeries de bairro. Crocante por fora, macia por dentro e sempre fresca, ela representa tradição, simplicidade e identidade nacional, tanto que a baguete francesa é reconhecida pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial. Uma dica deliciosa e econômica é comprar uma baguete ainda quente, sair caminhando pelas ruas e apreciá-la enquanto observa a vida passar.
Croissant – O croissant é um dos grandes símbolos da gastronomia francesa e ocupa um lugar especial na cultura do país. Presença quase obrigatória no café da manhã, ele representa o cuidado com os detalhes, a valorização da técnica e o prazer de saborear algo simples, porém extremamente bem-feito. Com sua massa folhada leve e amanteigada, o croissant vai muito além de um alimento: é parte do ritual cotidiano dos franceses, encontrado em praticamente todas as boulangeries e associado a momentos de pausa, convivência e apreciação. Ao longo do tempo, tornou-se também um ícone internacional da França, reconhecido no mundo todo como sinônimo de elegância, tradição e excelência culinária.
Banheiros – Os banheiros não possuem lixo, eles jogam os papéis no vaso sanitário. Aproveitando o tema, na maioria das cidades da Europa, não se encontra banheiro público com facilidade. Os que existem geralmente cobram de 0,50 € a 2 € dos usuários.
1ª) O aplicativo Toilete Finder ajuda você a encontrar banheiros públicos perto de onde está; 2ª) Tenha sempre no bolso alguns trocados, pois existem banheiros automáticos que só liberam para uso mediante a colocação de moedas.
SEGURANÇA
De modo geral, Paris é segura para turistas, mas é preciso atenção com batedores de carteira, especialmente em áreas muito movimentadas, como metrôs, atrações turísticas e regiões centrais. Evite descuidos com bolsas e mochilas e fique atento a golpes comuns voltados a visitantes. Você se sentirá seguro andando pelas ruas de Paris a qualquer hora do dia ou da noite. Porém, evite trafegar pela periferia da cidade.
Recomendamos deixar o passaporte original guardado no hotel e andar somente com a cópia (colorida) das páginas de identificação.
ALIMENTAÇÃO
A gastronomia francesa é um espetáculo à parte. Cafés, bistrôs, brasseries e restaurantes estrelados convivem lado a lado. Croissants, baguetes, queijos, vinhos e sobremesas clássicas fazem parte da experiência. Além disso, a cidade oferece culinária internacional de excelente qualidade.
Uma experiência gastronômica típica que vale a pena experimentar na França são os escargots. Tradicionalmente preparados com manteiga, alho e ervas finas, eles fazem parte da culinária francesa há séculos e costumam ser servidos como entrada em bistrôs e restaurantes tradicionais. Mesmo para quem nunca provou, a experiência surpreende pelo sabor marcante e pela textura delicada, tornando-se uma oportunidade de sair da zona de conforto e vivenciar a gastronomia local de forma autêntica.

SOUVENIRS
Entre os souvenirs mais populares estão miniaturas da Torre Eiffel, produtos gourmet (como chocolates e mostardas), perfumes, lenços, vinhos e itens de papelaria artística. Comprar em mercados locais ou pequenas lojas pode render lembranças mais autênticas e especiais da viagem.




















"Viajar é mudar a roupa da alma." - Mário Quintana