Brasília

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Brasília

Planejando sua viagem a BRASÍLIA

Nossa passagem por Brasília aconteceu em família, antes de seguirmos viagem rumo à Chapada dos Veadeiros, mais especificamente nas cidades de Cavalcante e Alto Paraíso. Foi uma parada que nos permitiu conhecer um pouco da capital federal, caminhar por seus espaços monumentais e admirar de perto uma cidade muito diferente de todas as outras que já havíamos visitado.

Brasília impressiona pela arquitetura, pelos enormes espaços abertos e pelo curioso contraste entre a função política de capital do país e a tranquilidade de suas áreas residenciais, parques e margens do Lago Paranoá. Essa estada em Brasília foi uma agradável introdução à viagem pelo Centro-Oeste brasileiro.

Com base em nossas experiências, preparamos um guia prático, para que você possa explorar as principais atrações da capital federal em apenas dois dias.

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DICAS DE VIAGEM BRASÍLIA

Neste post, você encontrará os seguintes tópicos:

   • Sobre Brasília
   • O que fazer em Brasília
   • Quando ir a Brasília / Melhor época para visitar
   • Hospedagem
   • Eletricidade e tomadas
   • Transporte
   • Saúde
   • Segurança
   • Alimentação  
   • Souvenirs

SOBRE BRASÍLIA

Brasília nasceu de um antigo projeto de interiorização da capital brasileira. A ideia de levar a sede do governo para o interior do país já era discutida desde o século XIX, mas ganhou força durante o governo de Juscelino Kubitschek. Em 1957, o projeto urbanístico de Lúcio Costa foi escolhido em concurso, enquanto Oscar Niemeyer ficou responsável pelo desenho de grande parte dos principais edifícios. A construção começou em ritmo acelerado e, apenas três anos depois, em 21 de abril de 1960, Brasília foi inaugurada, substituindo o Rio de Janeiro como capital do Brasil.

O resultado foi uma cidade completamente planejada, marcada pelos grandes eixos, pelas superquadras, pelos amplos gramados e pelas formas curvas e ousadas da arquitetura de Niemeyer. Praça dos Três Poderes, Congresso Nacional, Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal, Catedral Metropolitana, Palácio da Alvorada e tantos outros edifícios transformaram Brasília em uma espécie de grande museu de arquitetura moderna a céu aberto. Em 1987, o conjunto urbanístico de Brasília foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial, sendo o primeiro conjunto urbano construído no século XX a receber essa distinção.

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Atualmente, Brasília é uma das maiores cidades brasileiras. O IBGE estima uma população de aproximadamente 3 milhões de habitantes, distribuídos pelo Distrito Federal, que possui área de cerca de 5.761 km². Seu PIB per capita chegou a R$ 129.790,44 em 2023, um dos mais elevados do país. A economia está fortemente ligada à administração pública e à concentração dos órgãos federais, mas também possui importante participação dos setores de serviços, comércio, construção civil, educação, saúde, tecnologia, turismo e eventos.  Uma curiosidade é que Brasília não possui prefeito: como sede do Distrito Federal, sua administração é comandada por um governador.

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Como Brasília possui atrações bastante espalhadas, dividimos nossa visita à cidade em dois dias. No primeiro, fizemos um agradável passeio a pé pelo Eixo Monumental, percorrendo a Catedral, a Esplanada dos Ministérios e os principais edifícios da Praça dos Três Poderes. No segundo, pegamos o carro para conhecer os cartões-postais mais afastados, como a Praça dos Cristais, o Estádio Mané Garrincha, o Palácio da Alvorada, a Ponte JK e o Pontão do Lago Sul. Dessa forma, conseguimos conhecer Brasília com mais tranquilidade, sem transformar o passeio em uma verdadeira maratona.

1º DIA…

MEMORIAL JK – Inaugurado em 12 de setembro de 1981, exatamente na data em que Juscelino Kubitschek completaria 79 anos, o Memorial JK foi idealizado por sua viúva, Sarah Kubitschek, e projetado por Oscar Niemeyer para preservar a memória do presidente que colocou em prática o projeto de construção de Brasília. Localizado na Praça do Cruzeiro, no ponto mais alto do Plano Piloto, o edifício chama a atenção pelo revestimento de mármore branco, pelos espelhos d’água e, principalmente, pela enorme escultura de JK acenando para a cidade, instalada sobre um pedestal de 28 m de altura. A obra foi construída em apenas 17 meses e ocupa um terreno de aproximadamente 25 mil m².  A escultura chegou a provocar preocupação entre setores militares durante a construção: o primeiro projeto de Niemeyer tinha uma forma que foi interpretada como uma possível referência à foice e ao martelo. O arquiteto precisou modificar o desenho até chegar à configuração atual.

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Mais do que admirar a arquitetura, vale a pena entrar no Memorial, pois o interior funciona como um verdadeiro mergulho na história de JK e da construção da capital. O acervo reúne fotografias, documentos, objetos pessoais, roupas, medalhas, a biblioteca particular, a faixa presidencial usada por Juscelino e até um quadro pintado por Cândido Portinari, além de registros relacionados à construção de Brasília.

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Memorial JK

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Sarah e Juscelino Kubitschek

No centro do conjunto está a câmara mortuária, onde repousam os restos mortais do ex-presidente, transferidos para o local justamente no dia da inauguração, em 1981. O espaço também conta com trabalhos de artistas que ajudaram a definir a identidade visual de Brasília, como Athos Bulcão e Marianne Peretti. Para quem gosta de história, arquitetura ou simplesmente quer entender melhor a figura de JK, é uma visita imperdível.

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Câmara mortuária de Juscelino Kubitschek

Um item que me chamou bastante a atenção durante nossa visita ao Memorial JK foi a coleção de obras de William Shakespeare, que fazia parte da biblioteca particular de Juscelino Kubitschek. A coleção, datada de 1802, é bastante rara e tem um detalhe especial: foi um presente da Rainha Elizabeth II a JK. Encontrá-la ali, entre os livros que pertenceram ao próprio presidente, foi uma daquelas pequenas surpresas da visita que tornam o passeio ainda mais interessante.

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Coleção de obras de William Shakespeare

Outro item que impressiona no memorial é o retrato de Juscelino Kubitschek pintado por Cândido Portinari. A obra original, um óleo sobre tela de quase dois metros de altura, foi pintada em 1960, ano da inauguração de Brasília, e faz parte do acervo do Memorial JK. Ver de perto um retrato de JK feito por um dos mais importantes artistas brasileiros tornou a visita ainda mais especial.

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JK, por Cândido Portinari

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TORRE DE TV – A Torre de TV de Brasília é um daqueles lugares que ajudam a entender a própria concepção da cidade. Projetada por Lúcio Costa, ela foi criada para abrigar antenas de rádio e televisão. A estrutura foi inspirada na Torre Eiffel, de Paris, e se tornou, com seus 230 m, uma referência visual no centro do Eixo Monumental. O grande destaque para o visitante, porém, está a 75 m de altura, onde funciona o mirante panorâmico, com visão de 360 graus. De lá é possível observar a Esplanada dos Ministérios, o Estádio Mané Garrincha, os setores hoteleiros e, em dias de boa visibilidade, até o Lago Paranoá e áreas mais distantes do Distrito Federal.

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Mas não vá à Torre apenas para subir ao mirante. Aos pés dela está a tradicional Feira da Torre, um dos lugares mais interessantes para comprar lembranças de Brasília, artesanato, objetos de decoração, roupas e peças produzidas por artesãos. A área também abriga a Fonte Luminosa da Torre de TV, que complementa o passeio, especialmente nos horários de funcionamento dos espetáculos de água.

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Fonte Luminosa da Torre de TV – créditos: Correio Braziliense

FEIRA DE ARTESANATO DA TORRE DE TV – A Feira de Artesanato da Torre de TV, mais conhecida como Feira da Torre, é uma das atrações que mais combinam com uma visita a Brasília. A história começou de maneira espontânea em 1964, quando artesãos passaram a ocupar a área próxima à Torre de TV para expor e vender seus trabalhos. Com isso, a feira é mais antiga que a própria Torre, inaugurada em 1967. A origem está ligada ao movimento hippie e à contracultura dos anos 1960 e 1970, quando jovens artesãos encontraram naquele espaço uma maneira de viver de seu próprio trabalho. No começo, os produtos eram simplesmente colocados no chão ou em pequenas mesas e cavaletes; depois vieram as barracas desmontáveis e, finalmente, uma estrutura organizada. Com o passar das décadas, a feira se transformou em uma verdadeira vitrine da diversidade cultural de Brasília, reunindo artesãos de diferentes regiões do Brasil.

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Barraca da Feira de Artesanato da Torre de TV

Hoje, o visitante encontra uma variedade enorme de artesanato, objetos de decoração, móveis, roupas, bijuterias, quadros, brinquedos, souvenirs e produtos regionais, além de uma praça de alimentação com pratos e comidas típicas de várias partes do país. A estrutura atual, com cerca de 600 boxes, foi construída na área abaixo da Torre e passou a substituir as antigas barracas que ocupavam o entorno do monumento; a mudança foi concluída em 2011, dando à feira uma organização muito melhor. Aos fins de semana, o movimento costuma ser bem maior, e a feira chega a receber milhares de visitantes, tornando-se um ótimo lugar para comprar lembranças de Brasília, inclusive miniaturas da Catedral, do Congresso, da Torre de TV e de outros cartões-postais da cidade.

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Praça de alimentação da Feira de Artesanato

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“Acarajé no prato”

 

Os próximos passeios do primeiro dia podem ser feitos tranquilamente a pé, partindo da Catedral de Brasília. É possível deixar o veículo no estacionamento da Catedral e visitar as demais atrações caminhando, num percurso total de aproximadamente 7 km, contando a ida, os deslocamentos entre os pontos e o retorno à Catedral. Na própria Praça dos Três Poderes, Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF ficam relativamente próximos uns dos outros, facilitando bastante o passeio. Apesar da distância, a caminhada é tranquila, pois o terreno é praticamente plano.

 

CATEDRAL DE BRASÍLIA – A Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília, é provavelmente uma das obras que melhor representam a ousadia arquitetônica da nova capital. Projetada por Oscar Niemeyer, foi o primeiro monumento criado para Brasília: a pedra fundamental foi lançada em 1958, e sua estrutura ficou pronta em 1960, a tempo da inauguração da cidade. Mas a obra ainda estava longe de terminada e a inauguração oficial só aconteceu em 31 de maio de 1970. O que impressiona logo de fora são as 16 enormes colunas de concreto, com cerca de 90 toneladas cada, dispostas em círculo e formando uma estrutura que parece querer se abrir em direção ao céu. O conjunto tem aproximadamente 70 m de diâmetro, e o acesso ao interior é feito por uma passagem subterrânea, criando uma surpresa interessante: quem está do lado de fora vê uma construção monumental, mas, ao entrar, encontra um espaço amplo, iluminado e muito diferente do que imaginava.

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A imponente Catedral de Brasília

Por dentro, a Catedral reúne trabalhos de alguns dos grandes artistas que ajudaram a construir a identidade de Brasília. Os famosos vitrais coloridos são de Marianne Peretti e foram instalados na década de 1980, transformando a luz que entra pelo teto em uma espécie de caleidoscópio de cores. Suspensos no interior da nave estão três anjos, de Alfredo Ceschiatti, enquanto na entrada ficam as quatro esculturas dos Evangelistas, também de Ceschiatti, cada uma com cerca de 3 m de altura. O conjunto ainda conta com o batistério oval, decorado com obra de Athos Bulcão, quatro grandes sinos doados pela Espanha e uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida.  Mesmo quem não é religioso deve reservar alguns minutos para entrar, pois a experiência de observar os vitrais, os anjos suspensos e a estrutura de Niemeyer é completamente diferente da contemplação da Catedral pelo lado de fora. É uma visita rápida, fácil de encaixar no roteiro da Esplanada dos Ministérios e, para mim, indispensável em qualquer passagem por Brasília.

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Interior da Catedral de Brasília, com seus vitrais e esculturas de anjos.

Uma curiosidade bastante divertida da Catedral de Brasília é o seu “telefone sem fio” natural. Em determinado ponto junto às paredes curvas de concreto, uma pessoa pode falar bem baixinho enquanto outra, posicionada a cerca de 15 m de distância, do outro lado da estrutura, consegue ouvir perfeitamente o que está sendo dito. O fenômeno acontece porque o formato curvo da parede faz com que o som se propague pela superfície, criando uma espécie de galeria acústica. É uma experiência simples, mas surpreendente. Visitando a Catedral, não se esqueça de experimentar esta curiosa “brincadeira” acústica!

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O intrigante “Telefone sem fio” da Catedral de Brasília

PALÁCIO DO ITAMARATY – O Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, é uma das obras mais elegantes de Brasília. Projetado por Oscar Niemeyer, com cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardozo, teve a pedra fundamental lançada em 1960 e foi oficialmente inaugurado em 20 de abril de 1970, na véspera do décimo aniversário da capital. Também conhecido como Palácio dos Arcos, o prédio chama atenção justamente por fugir das colunas retas tão características de outros palácios de Brasília: suas fachadas são formadas por uma sequência de grandes arcos de concreto que parecem sustentar uma caixa de vidro. O edifício é cercado por um enorme espelho d’água, com jardins projetados por Roberto Burle Marx, e o acesso é feito por passarelas sobre a água.

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Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores

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Palácio do Itamaraty ao retornarmos para o estacionamento da catedral

O enorme salão principal, com cerca de 2.800 m² e praticamente sem colunas, é um dos grandes feitos estruturais do conjunto e abriga uma impressionante coleção de obras de arte. A escada helicoidal do saguão, outra criação marcante de Niemeyer e Cardozo, também merece atenção. O palácio foi pensado para ser muito mais que um local de trabalho da diplomacia: a ideia era apresentar aos visitantes estrangeiros uma espécie de “vitrine do Brasil”, reunindo arquitetura moderna, arte, paisagismo e materiais predominantemente nacionais. Na frente do palácio está o Meteoro, uma escultura de Bruno Giorgi formada por cinco blocos de mármore de Carrara, representando os cinco continentes.

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A famosa escultura “O Meteoro“

PALÁCIO DA JUSTIÇA – O Palácio da Justiça, oficialmente denominado Palácio da Justiça Raymundo Faoro, é a sede do Ministério da Justiça e uma das construções mais interessantes do Eixo Monumental. Projetado por Oscar Niemeyer, com projeto estrutural de Joaquim Cardozo, teve a pedra fundamental lançada em 1962, mas a construção propriamente dita começou alguns anos depois. O edifício foi finalmente inaugurado em 1972, depois de cerca de dez anos desde os primeiros estudos. Localizado na Esplanada dos Ministérios, ele foi pensado por Lúcio Costa para ocupar posição simétrica à do Itamaraty em relação ao Congresso Nacional. À primeira vista, o que mais chama a atenção são os arcos de concreto e as cascatas que descem pela fachada e terminam em um grande espelho d’água. É uma solução bastante original de Niemeyer: em vez de simplesmente decorar o prédio com fontes, o arquiteto incorporou a água à própria arquitetura.

O conjunto fica ainda mais bonito graças ao jardim aquático de Roberto Burle Marx, que mistura vegetação tropical, espelho d’água e as cascatas do edifício. No interior há também um jardim de inverno projetado por Burle Marx, além do Salão Negro, que possui um trabalho de Athos Bulcão. Para quem estiver percorrendo a Esplanada, vale muito a pena parar alguns minutos diante do palácio: a combinação entre concreto, água, vegetação e curvas é especialmente bonita para fotografar.

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Sede do Ministério da Justiça

 

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PRAÇA DOS TRÊS PODERES – A Praça dos Três Poderes é um dos lugares mais simbólicos de Brasília e, provavelmente, o ponto em que a proposta da nova capital fica mais evidente. Idealizada por Lúcio Costa e concebida arquitetonicamente em parceria com Oscar Niemeyer, ela foi inaugurada junto com Brasília, para representar a harmonia e a independência entre os três poderes da República. O desenho é bastante curioso: os três edifícios principais (Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal) estão dispostos como se formassem um grande triângulo, sem que um deles se imponha sobre os demais. No vértice fica o Congresso, enquanto Planalto e STF ocupam os outros lados. O resultado é uma enorme esplanada aberta, praticamente sem árvores, exatamente para que os edifícios e monumentos se destaquem na paisagem. É um daqueles lugares em Brasília em que vale a pena caminhar sem pressa, olhando não apenas para os prédios, mas também para o espaço entre eles. Em 1987, todo o conjunto urbanístico de Brasília foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

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Praça dos Três Poderes, com “Os Candangos” à direita

A praça, entretanto, não se resume aos três palácios. Entre as obras que merecem atenção estão Os Candangos, de Bruno Giorgi, escultura em bronze criada em 1959 e que se tornou um dos grandes símbolos da capital; A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, em frente ao STF; e o curioso Pombal, de Niemeyer, construído em 1961 a pedido da então primeira-dama Eloá Quadros, que acreditava que uma praça deveria ter pombos, cujo formato acabou lhe rendendo o apelido popular de “prendedor de roupa”. Também encontra-se no conjunto o gigantesco Mastro da Bandeira, com 100 m de altura, onde uma bandeira nacional é trocada no primeiro domingo de cada mês em uma cerimônia solene.  Como a praça é muito aberta e oferece pouca sombra, é melhor visitá-la no início da manhã ou no fim da tarde.

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CONGRESSO NACIONAL – O Palácio do Congresso Nacional é um dos maiores símbolos de Brasília e ocupa posição de destaque no final do Eixo Monumental, exatamente na Praça dos Três Poderes. Projetado por Oscar Niemeyer, o edifício foi inaugurado junto com Brasília e o Congresso Nacional foi instalado na nova capital. A construção é formada por um grande bloco horizontal sobre o qual parecem estar apoiadas duas enormes cúpulas: a cúpula convexa, voltada para cima, abriga o plenário da Câmara dos Deputados, enquanto a cúpula côncava, voltada para baixo, abriga o plenário do Senado Federal. Atrás delas ficam duas torres de 28 andares, que completam uma composição que se tornou uma das imagens mais reconhecidas do Brasil no exterior. Uma curiosidade interessante é que Niemeyer não queria simplesmente criar um prédio monumental: ele trabalhou com volumes geométricos muito simples, explorando a perspectiva para que as cúpulas parecessem ainda maiores quando observadas a partir do Eixo Monumental. O edifício foi tombado pelo IPHAN em 2007, justamente no ano do centenário de nascimento do arquiteto.

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Palácio do Congresso Nacional

A visita no Congresso é gratuita e permite conhecer ambientes da Câmara e do Senado, incluindo salões, corredores, obras de arte e os próprios plenários, quando as atividades legislativas permitem. Atualmente, a visitação é gratuita e mediada, e o visitante deve seguir as orientações de segurança e vestimenta. Em dias úteis, por exemplo, não são permitidos bermudas, shorts, camisas sem mangas, minissaias e chinelos.  Se você estiver fazendo o roteiro pela Praça dos Três Poderes, reserve um tempo para a visita interna.

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Câmara dos Deputados

PALÁCIO DO PLANALTO – O Palácio do Planalto é a sede do Poder Executivo Federal e ocupa um dos três lados da Praça dos Três Poderes, ao lado do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Projetado por Oscar Niemeyer, com cálculos estruturais do engenheiro Joaquim Cardozo, o edifício começou a ser construído em 1958 e foi inaugurado na mesma cerimônia que marcou a inauguração de Brasília.

O prédio tem uma aparência relativamente simples, mas suas famosas colunas curvas, revestidas de mármore branco, dão uma leveza impressionante ao conjunto. O próprio Niemeyer dizia que as havia imaginado como colunas que pareciam estar “tocando o chão”, e esse efeito fica especialmente bonito quando observado de longe. Na parte frontal está a tradicional rampa de acesso ao Palácio, que leva ao Salão Nobre e é utilizada em cerimônias oficiais, enquanto, ao lado, fica o Parlatório, de onde o presidente pode falar ao público reunido na praça.

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Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo Federal

Há visitação pública gratuita, mediante agendamento, em um roteiro monitorado que apresenta os três andares e o subsolo do edifício, incluindo os principais salões, a Sala de Reunião Suprema e o Gabinete Presidencial, além das obras de arte que fazem parte da decoração. A visita dura, em média, uma hora, e o visitante deve chegar com 15 minutos de antecedência para o credenciamento.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) – O Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro e ocupa um dos três vértices da Praça dos Três Poderes, ao lado do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. O edifício-sede foi projetado por Oscar Niemeyer, com cálculo estrutural de Joaquim Cardozo, e inaugurado no mesmo dia em que Brasília foi inaugurada. O prédio é uma bela demonstração da capacidade de Niemeyer de fazer o concreto parecer leve: as colunas delgadas e os volumes suspensos dão a impressão de que o edifício está flutuando sobre a praça.

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STF

Em frente à fachada encontra-se uma das obras mais conhecidas de Alfredo Ceschiatti, a escultura “A Justiça”, uma figura feminina sentada, de olhos vendados e segurando uma espada, que acabou se tornando uma das imagens mais fotografadas da Praça dos Três Poderes.

Infelizmente, nossa visita ao STF não pôde ser aproveitada da forma como gostaríamos, pois o edifício estava fechado para reforma. Cercado por grades e máquinas, o acesso e a observação da arquitetura ficaram bastante limitados. Ainda assim, valeu a pena conhecer o local e registrar a passagem por um dos mais importantes símbolos do Poder Judiciário brasileiro.

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“A Justiça“, de Alfredo Ceschiatti

Para quem visita Brasília, o STF oferece algo que vai muito além de admirar a arquitetura pelo lado de fora. O interior guarda um importante acervo histórico e artístico, com pinturas, esculturas, mobiliário, documentos, objetos pessoais de ministros e exemplares de Constituições brasileiras, incluindo peças relacionadas à história da Corte desde o período imperial. O Plenário, onde são julgados processos de grande importância para o país, também merece atenção. O STF mantém programa de visitação pública, e as condições e horários podem variar, portanto é recomendável conferir previamente as informações oficiais antes de programar a visita.

2º DIA…

POLÍCIA FEDERAL – A Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, instalada no Setor Policial Sul, não é propriamente uma atração turística tradicional de Brasília, mas pode ser incluída no roteiro de quem deseja conhecer alguns dos edifícios e instituições que fazem parte da estrutura administrativa da capital. A história da instituição em Brasília, aliás, começou antes mesmo da inauguração da cidade: em 9 de dezembro de 1958, o governo de Goiás criou o Departamento Regional de Polícia de Brasília (DRPB), que posteriormente foi incorporado ao Departamento Federal de Segurança Pública quando a nova capital foi inaugurada.   Mantenha a Polícia Federal no roteiro apenas como uma parada rápida, observando o complexo externamente, e não como uma atração para a qual valha a pena deslocar-se exclusivamente.

Brasília

Instalações da Polícia Federal

PRAÇA DOS CRISTAIS – A Praça dos Cristais, oficialmente chamada Praça Cívica, é uma das obras mais interessantes de Brasília e, curiosamente, muita gente passa pela capital sem conhecê-la. Localizada no Setor Militar Urbano, em frente ao Quartel-General do Exército, a praça foi projetada pelo paisagista Roberto Burle Marx, com a participação de seu assistente Haruyoshi Ono. O projeto começou a ser executado em 1965 e a praça foi inaugurada em 1970, depois de aproximadamente cinco anos de trabalho. Seu desenho é bastante diferente dos jardins tradicionais: o espaço tem formato de triângulo equilátero, com cerca de 500 m de cada lado e aproximadamente 102 mil m² de área. Burle Marx criou um grande jardim geométrico, combinando gramados, caminhos, canteiros, vegetação, espelhos d’água e esculturas. A inspiração para o nome veio de uma viagem que o paisagista fez a Cristalina (GO), onde ficou impressionado com a quantidade de cristais de rocha encontrados na região. A partir daí, surgiram os enormes elementos de concreto que parecem brotar da água e lembram justamente grandes cristais. Além de bonita, a praça é um ótimo lugar para caminhar, descansar e fotografar.

Basília

Praça Cívica ou Praça dos Cristais

ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA – O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, atualmente também conhecido como Arena BRB Mané Garrincha, é um dos maiores estádios do Brasil. A história do estádio começou em 1974, quando foi inaugurado com o nome de Estádio Governador Hélio Prates da Silveira, em uma partida entre o CEUB e o Corinthians, vencida pelo time paulista por 2 a 1. Naquela época, a obra ainda não estava completamente concluída e o estádio comportava cerca de 45 mil pessoas. Na década de 1980, passou a homenagear Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Para a Copa do Mundo de 2014, o antigo estádio foi praticamente demolido e reconstruído entre 2010 e 2013, dando lugar a uma gigantesca arena com capacidade original de 72.788 espectadores. A reinauguração aconteceu em 2013, com a final do Campeonato Brasiliense entre Brasiliense e Brasília, vencida pelo Brasiliense por 3 a 0.   A reconstrução, porém, ficou marcada pelo alto custo: o orçamento inicial de aproximadamente R$ 697 milhões chegou a cerca de R$ 1,5 bilhão ao final da obra😳.

A nova arena impressiona não apenas pelo tamanho, mas também pela arquitetura: são 288 pilares de concreto formando um grande anel ao redor das arquibancadas, criando uma aparência monumental que combina muito bem com a escala do Eixo Monumental. Para quem visita Brasília, mesmo que não haja jogo ou evento programado, vale passar pelo estádio para apreciar sua dimensão e fotografá-lo por fora.

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Estádio Mané Garrincha

PALÁCIO DA ALVORADA – O Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República, é uma das construções mais bonitas e emblemáticas de Brasília. Projetado por Oscar Niemeyer, com cálculos estruturais de Joaquim Cardozo, foi construído em um ritmo impressionante para os padrões da época: as obras começaram em 1957 e terminaram pouco mais de um ano depois, em 1958. A inauguração aconteceu quando Brasília ainda estava em plena construção, e o Alvorada tornou-se o primeiro edifício de alvenaria inaugurado na futura capital. Localizado às margens do Lago Paranoá, o palácio tem uma arquitetura horizontal, leve e elegante, marcada pelas famosas colunas brancas de formato curvo que sustentam a cobertura e parecem tocar o chão. O paisagismo original foi concebido por Yoichi Aikawa, que havia trabalhado como jardineiro do Palácio Imperial do Japão.

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Palácio da Alvorada – créditos: Portal Contexto

SANTUÁRIO DOM BOSCO – O Santuário São João Bosco, mais conhecido como Santuário Dom Bosco, é uma das igrejas mais bonitas e impressionantes de Brasília, mesmo para quem não é religioso. Localizado na 702 Sul, no coração da Asa Sul, o templo foi projetado pelo arquiteto mineiro Carlos Alberto Naves e teve sua construção iniciada em 1963, por iniciativa da Congregação Salesiana, inaugurando em 1970. O projeto combina a arquitetura moderna, tão característica da capital, com elementos que lembram uma fortaleza gótica: são 80 colunas de concreto, com 16 m de altura, dispostas ao redor do templo e intercaladas pelos famosos vitrais. O resultado é surpreendente, porque, visto de fora, o edifício parece bastante fechado e austero; ao entrar, porém, o visitante é recebido por uma enorme quantidade de luz azul. Os vitrais, criados pelo artista belga Hubert Van Doorne, ocupam cerca de 2.200 m² e utilizam 12 tonalidades de azul, criando a sensação de estar sob um céu estrelado.

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Igreja Santuário Dom Bosco

A ligação do templo com Brasília está diretamente relacionada ao famoso sonho de Dom Bosco, ocorrido em agosto de 1883. O sacerdote italiano teria sonhado com uma região da América do Sul situada entre os paralelos 15° e 20°, onde surgiria uma nova e extraordinária civilização. No interior do santuário, outro espetáculo chama a atenção: o enorme lustre central, projetado por Alvimar Moreira, tem aproximadamente 3,5 m de altura e é formado por cerca de 7.400 peças de vidro de Murano, funcionando como símbolo de Jesus, a “luz do mundo”.    Procure visitar o interior em um horário com bastante luz natural; a incidência do sol sobre os vitrais produz diferentes tonalidades de azul ao longo do dia e é justamente isso que torna a experiência tão especial.

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PONTE JK – A Ponte Juscelino Kubitschek, mais conhecida como Ponte JK. Com 1.200 m de comprimento e 24 m de largura, possui seis faixas de trânsito, além de passarelas laterais para pedestres e ciclistas. Mas são os seus três grandes arcos metálicos assimétricos, que chegam a aproximadamente 60 m de altura, que fazem toda a diferença. Eles sustentam os três vãos centrais de 240 m cada e dão à ponte uma aparência muito diferente das estruturas convencionais. A inspiração para o desenho veio de uma cena bastante simples: uma pedra quicando sobre a superfície da água. O resultado foi tão marcante que, logo depois da inauguração, a ponte passou a ser considerada um dos novos símbolos de Brasília.

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Ponte Juscelino Kubitschek

LAGO PARANOÁ – O Lago Paranoá é praticamente inseparável da imagem de Brasília. Ao contrário do que muita gente imagina, ele não é natural: foi criado artificialmente durante a construção da capital, com o represamento do Rio Paranoá, iniciado no final da década de 1950 e concluído em 1959, pouco antes da inauguração de Brasília. A ideia de incluir um lago na futura capital, porém, é bem mais antiga: já aparecia nos estudos da Missão Cruls, no final do século XIX, e acabou incorporada ao projeto urbanístico de Lúcio Costa. O lago foi pensado para melhorar a umidade do ar numa região de clima bastante seco, contribuir para a composição paisagística da cidade e também permitir atividades de lazer e geração de energia. Atualmente, possui cerca de 40 km de extensão, aproximadamente 80 km de perímetro e profundidade máxima próxima de 38 m, embora algumas fontes utilizem medidas diferentes conforme o critério adotado. A construção da barragem também modificou profundamente a paisagem: áreas ocupadas durante as obras foram inundadas, e parte da antiga Vila Amaury, onde viviam milhares de trabalhadores, acabou ficando debaixo das águas.

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Passeio de barco pelo Lago Paranoá

Hoje, o Lago Paranoá funciona como uma verdadeira “praia” de Brasília, mesmo a cidade estando a centenas de quilômetros do litoral. Suas margens são utilizadas para caminhadas, ciclismo, pesca, passeios de barco e uma grande variedade de esportes náuticos, como vela, wakeboard, windsurfe e esqui aquático. Para o turista, entretanto, o mais interessante é que não existe apenas um ponto para conhecer o lago: ele aparece em diferentes partes da cidade, formando cenários completamente distintos.

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PONTÃO DO LAGO SUL – O Pontão do Lago Sul é um dos lugares mais agradáveis de Brasília para aproveitar o Lago Paranoá sem pressa. Inaugurado em março de 2002, como parte do Projeto Orla, o complexo foi criado com a proposta de transformar a margem do lago em um espaço voltado ao turismo, lazer, gastronomia, cultura e entretenimento. O empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 134 mil m² e possui nada menos que 1,2 km de orla, com jardins, calçadão, restaurantes, bares, quiosques, áreas de lazer e píeres para embarque em barcos e lanchas. Há também estacionamento para cerca de 1.500 veículos.

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Calçadão do Pontão do Lago Sul

O lugar rapidamente se tornou um dos pontos preferidos de moradores e visitantes, justamente porque oferece uma experiência diferente daquela Brasília monumental da Esplanada: aqui, o concreto dá lugar à água, ao verde, às palmeiras e a um ambiente que lembra, de certa maneira, uma cidade litorânea. Uma curiosidade é que a ideia do empreendimento começou a ser estruturada ainda em 1996, quando a Terracap publicou o edital para a implantação do espaço.

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O melhor do Pontão, entretanto, é simplesmente caminhar pela orla e apreciar a paisagem. Ao longo do passeio há bancos, jardins e diversos pontos de onde se pode observar o Lago Paranoá, além de restaurantes e bares que permitem prolongar a visita com uma refeição ou um café. O local também recebe eventos culturais, exposições, shows e atividades esportivas, e das margens é possível observar praticantes de esportes náuticos, como wakeboard e windsurfe. Para nós, o momento mais bonito é o fim da tarde, quando o sol se aproxima do horizonte e transforma o lago em um enorme espelho, proporcionando um dos melhores cenários para fotografias em Brasília.

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Restaurante Fausto&Manoel, uma das opções do Pontão do Lago Sul

Brasília

 


QUANDO IR A BRASÍLIA / MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR BRASÍLIA

Brasília pode ser visitada durante todo o ano, mas é importante considerar o clima. A cidade possui duas estações bem definidas: uma seca, de maio a setembro, e outra quente e chuvosa, de outubro a abril. Para quem pretende conhecer os principais pontos turísticos ao ar livre, os meses da estação seca costumam ser os mais agradáveis. Junho, julho e agosto apresentam pouca chuva e temperaturas amenas, embora a umidade do ar possa ficar bastante baixa. Setembro ainda costuma proporcionar bons dias para passeios, mas marca a aproximação do período chuvoso.    Durante a estação seca, é importante levar protetor solar, chapéu, óculos escuros e manter uma boa hidratação. A baixa umidade é uma das características que mais chama a atenção de quem visita Brasília nessa época.

No gráfico abaixo, é possível ver, mês a mês, as médias de temperatura (vermelho) e de chuva (azul), obtidas com base em dados climatológicos de diversos anos.

Brasília

Dados Climatológicos – Brasília (clique sobre a imagem para ampliá-la)

HOSPEDAGEM

Brasília possui uma ampla rede hoteleira, concentrada principalmente na região central e nos setores próximos ao Eixo Monumental. Para quem visita a cidade pela primeira vez, hospedar-se na região das Asas Norte ou Sul é bastante conveniente, pois facilita o acesso aos principais monumentos, centros comerciais, restaurantes e áreas turísticas.

Também existem boas opções no Lago Sul, Lago Norte, Setor de Hotéis e outras regiões administrativas. A escolha depende principalmente do objetivo da viagem: para turismo, vale priorizar localização; para viagens de negócios, a proximidade dos órgãos públicos e centros empresariais pode ser mais importante.

Como Brasília recebe grande quantidade de visitantes a trabalho, congressos e eventos oficiais, os preços das diárias podem variar bastante conforme a época. Finais de semana e períodos sem grandes eventos costumam apresentar maior disponibilidade e, em alguns casos, tarifas mais interessantes.

A seguir, listamos outras excelentes opções de hospedagem em Brasília. Encontre aquela que melhor se adapta às suas necessidades e preferências.

Visão geral: Todas as hospedagens
Boas e baratas ($): Equipped Studio in Asa Norte (8,8) || St. Paul Plaza (9,2)
Confortáveis ($$): Mercure Brasilia Lider Hotel (8,6) || Quality Hotel & Suites Brasilia (9,0)
Sofisticadas ($$$): B Hotel Brasilia (9,6) || Melia Brasil 21 (9,2)

ELETRICIDADE E TOMADAS

Brasília opera em correntes de 220 volts. Aos que não residem no Brasil, o padrão das tomadas em nosso país é o tipo N.

Tomadas

TRANSPORTE

Brasília possui uma característica que merece atenção do visitante: as distâncias são grandes. Embora os principais monumentos estejam concentrados no Plano Piloto, eles ficam espalhados por uma área bastante ampla. Por isso, para quem deseja conhecer vários pontos turísticos em pouco tempo, carro alugado ou transporte por aplicativo pode proporcionar maior liberdade.

O transporte público conta com ônibus e metrô, além de linhas que ligam o Aeroporto Internacional de Brasília à região central. Em 2026, inclusive, novas linhas de ônibus elétricos passaram a atender diversas regiões do Distrito Federal.

Para os visitantes, uma estratégia interessante é combinar os meios de transporte: utilizar carro ou aplicativo para os pontos mais distantes e caminhar pelos locais onde várias atrações estão próximas umas das outras. E não deixe de observar o próprio desenho urbano da cidade durante os deslocamentos em Brasília, o caminho também faz parte do passeio.

Para quem pretende alugar um carro para se locomover em Brasília, é bom saber que a maioria das atrações oferece estacionamento gratuito.

SAÚDE

Brasília dispõe de uma ampla estrutura de saúde, com hospitais públicos e particulares, clínicas, farmácias e serviços de emergência. Para o turista, entretanto, o principal cuidado está relacionado ao clima seco e à baixa umidade do ar, principalmente entre maio e setembro. Beber bastante água, utilizar protetor solar, evitar exposição prolongada ao sol e, nos períodos de umidade muito baixa, reduzir atividades físicas intensas ao ar livre são cuidados importantes. O Ministério da Saúde recomenda hidratação constante, proteção contra o sol e uso de roupas adequadas durante as viagens.

Leve um calçado confortável para andar bastante entre os pontos turísticos. Leve ainda seus medicamentos de uso contínuo (se tiver) e, por precaução, aqueles que podem ser úteis durante sua estada na cidade.

Contratar um Seguro Viagem é algo importante para a tranquilidade e segurança de qualquer viagem. O seguro oferece cobertura para situações inesperadas, como problemas de saúde, acidentes, perda de bagagem, cancelamentos de voos e outros imprevistos. Compare planos e encontre os melhores preços das principais seguradoras no site da Seguros Promo.

SEGURANÇA

Brasília é uma cidade grande e, como acontece em qualquer capital brasileira, alguns cuidados básicos são recomendáveis. Nas áreas turísticas, especialmente onde há grande circulação de visitantes, é importante evitar ostentar objetos de valor, manter documentos e dinheiro bem guardados e ficar atento aos pertences.

Também é interessante evitar caminhar sozinho por locais muito desertos, principalmente à noite, e utilizar transporte por aplicativo ou táxis credenciados quando necessário. Nos deslocamentos de carro, vale a mesma recomendação: não deixar objetos visíveis no interior do veículo.

De modo geral, a região central e os principais pontos turísticos recebem grande circulação de pessoas e contam com policiamento. Segundo dados recentes do Atlas da Violência, Brasília apresentou uma das menores taxas de homicídio entre as capitais brasileiras.

ALIMENTAÇÃO

A gastronomia de Brasília reflete a própria história da cidade: gente de todas as partes do Brasil foi para o Planalto Central e levou consigo seus costumes, sabores e tradições. Por isso, é possível encontrar na capital uma enorme variedade de cozinhas regionais e internacionais.

A culinária do Centro-Oeste e do Cerrado merece atenção especial, com ingredientes como pequi, guariroba, baru, araticum e outros produtos típicos da região. Também há excelentes opções de comida mineira, nordestina, goiana e de outras regiões brasileiras, além de restaurantes especializados em cozinhas estrangeiras.

A cidade possui ainda uma vida gastronômica bastante diversificada, com restaurantes sofisticados, bares, cafés, mercados e espaços ao redor do Lago Paranoá que combinam gastronomia e belas paisagens. Para nós, uma boa refeição em Brasília também foi uma oportunidade de aproveitar a viagem em família com mais tranquilidade.

Brasília

SOUVENIRS

Brasília oferece lembranças muito diferentes das encontradas em destinos turísticos tradicionais. A própria arquitetura da cidade serve de inspiração para os souvenirs. Entre as opções estão miniaturas do Congresso Nacional, da Catedral, do Palácio da Alvorada e da Torre de TV, além de peças feitas com capim-dourado, matéria-prima típica do Cerrado.

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