Chapada dos Veadeiros (Cavalcante)

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Chapada dos Veadeiros (Cavalcante)

Planejando sua viagem à CHAPADA DOS VEADEIROS (CAVALCANTE)

Apresentamos a seguir as experiências que tivemos na Chapada dos Veadeiros, mais especifimente nos passeios que fizemos a partir de Cavalcante. Juntamente com nosso filho, nossa nora e nossos netos, conhecemos cachoeiras de rara beleza, poços de águas azuis e cristalinas e percorremos trilhas que nos levaram a alguns dos cenários mais surpreendentes do Cerrado brasileiro. Belezas indescritíveis!

Além das maravilhas que encontramos em Cavalcante, também conhecemos outras atrações da Chapada dos Veadeiros, desta vez na região de Alto Paraíso de Goiás. Ali, tivemos a oportunidade de explorar novos cenários, com cachoeiras, trilhas e paisagens que revelam a diversidade e a beleza singular desse destino.

A Chapada dos Veadeiros nos surpreendeu, e temos certeza de que fará o mesmo com você. Planeje-se e boa viagem.

Casal VisiteiGostei


Neste post, você encontrará os seguintes tópicos:

   • Sobre a Chapada dos Veadeiros
   • Sobre a cidade de Cavalcante
   • Como chegar à Chapada dos Veadeiros (Cavalcante)
   • O que fazer na Chapada dos Veadeiros (Cavalcante)
   • Quando ir à Chapada dos Veadeiros / Melhor época para visitar
   • O que levar na viagem
   • Hospedagem
   • Eletricidade e tomadas
   • Locomoção
   • Saúde
   • Segurança

SOBRE A CHAPADA DOS VEADEIROS

A Chapada dos Veadeiros está localizada no nordeste do estado de Goiás, em uma extensa região do Cerrado brasileiro marcada por montanhas, vales, cânions, rios, cachoeiras e uma enorme diversidade de paisagens. Com altitudes que ultrapassam 1.600 m em alguns pontos, a chapada abriga nascentes de importantes rios e apresenta uma das áreas de maior biodiversidade do Cerrado. É um destino que chama a atenção tanto pela beleza de seus cenários naturais quanto pela riqueza de sua fauna e flora.

A história da região está ligada à exploração de cristais de quartzo, à mineração e à ocupação do território por diferentes comunidades ao longo dos séculos. A descoberta de grandes jazidas de cristal contribuiu para o crescimento de povoados e cidades, especialmente durante o século XX. Com o passar do tempo, entretanto, a vocação turística e a preservação ambiental ganharam cada vez mais importância, transformando a Chapada dos Veadeiros em um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil.

Cavalcante

Chapada dos Veadeiros (Cavalcante)

Um dos grandes marcos dessa transformação foi a criação, em 1961, do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, inicialmente com uma área muito maior do que a atual. O parque protege importantes áreas do Cerrado de altitude e, em 2001, passou a integrar a lista do Patrimônio Natural Mundial da UNESCO, em reconhecimento à sua importância para a conservação da biodiversidade. A região protegida, porém, vai muito além dos limites do parque e envolve municípios como Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, São Jorge, Colinas do Sul e Teresina de Goiás, entre outros.

Além da natureza exuberante, a Chapada dos Veadeiros também possui uma atmosfera muito própria, resultado da combinação entre pequenas cidades, comunidades tradicionais, cultura local e uma forte relação com o turismo de natureza. Cada área apresenta características particulares, e foi justamente essa diversidade que nos permitiu conhecer diferentes faces da chapada durante nossa viagem, explorando tanto os arredores de Cavalcante quanto a região de Alto Paraíso.

Alto Paraíso de Goiás

Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso de Goiás)

SOBRE A CIDADE DE CAVALCANTE

Cavalcante está localizada no nordeste de Goiás, em uma das áreas mais preservadas da Chapada dos Veadeiros. Com pouco mais de 9 mil habitantes, o município possui um extenso território marcado por serras, vales, rios, cachoeiras e grandes áreas de vegetação típica do Cerrado. Apesar de a cidade ser pequena e tranquila, seu território é enorme e reúne alguns dos mais impressionantes cenários naturais da Chapada.

A história de Cavalcante começou no século XVIII, com a chegada de exploradores atraídos pela descoberta de ouro na região. O povoado cresceu a partir da atividade mineradora e, ao longo do tempo, passou por diferentes ciclos econômicos. Atualmente, o turismo de natureza ocupa papel de destaque na economia local, impulsionado pelas belezas naturais, pelas trilhas e pelas cachoeiras espalhadas pelo município.

Cavalcante também possui uma forte ligação com o povo Kalunga e com as comunidades quilombolas que vivem em seu território, formadas por descendentes de pessoas negras que fugiram da escravidão e se estabeleceram em áreas isoladas da Chapada dos Veadeiros. O território Kalunga, reconhecido oficialmente como comunidade remanescente de quilombo, ocupa uma extensa área que abrange Cavalcante e outros municípios da região. Essa presença acrescenta uma importante dimensão histórica e cultural à visita, revelando uma comunidade que preserva tradições, costumes e uma relação muito especial com a natureza.

A própria cidade de Cavalcante mantém o ritmo tranquilo característico das pequenas cidades do interior, funcionando como uma das principais portas de entrada para quem deseja explorar a Chapada dos Veadeiros. Foi ali que estabelecemos nossa primeira base durante a viagem e, a partir da cidade, partimos para conhecer algumas das maravilhas naturais que fazem de Cavalcante um dos destinos mais especiais do Cerrado brasileiro.

Cavalcante

 

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COMO CHEGAR À CHAPADA DOS VEADEIROS (CAVALCANTE)

A principal porta de entrada para a Chapada dos Veadeiros é o Aeroporto Internacional de Brasília (BSB), que recebe voos regulares das companhias Azul, Gol e Latam. A partir do aeroporto, você pode contratar um transfer por meio de agências de turismo. Por ser uma viagem longa, o transporte por aplicativo (como Uber) não é recomendado. Para quem prefere não dirigir por estradas de pista simples, há também a opção de viajar de ônibus. Existem saídas diárias da Rodoviária de Brasília com destino a Cavalcante.

Optamos por alugar um carro diretamente no aeroporto de Brasília, uma escolha que consideramos ideal para nossos planos e necessidades. Além de proporcionar comodidade e liberdade, o veículo foi fundamental para diversos passeios que realizamos. A viagem de Brasília a Cavalcante dura em torno de 4 horas, com 310 km de percurso.    Você pode alugar um carro comum, já que os passeios não exigem veículos de tração nas quatro rodas, os conhecidos 4×4.

As rodovias que ligam Brasília a Cavalcante são de pista simples, mas pavimentadas e bem sinalizadas. Durante boa parte do trajeto, há sinal de GPS, embora seja possível viajar tranquilamente sem o auxílio de aplicativos como Waze ou Maps.

Cavalcante

Rodovia GO-118/BR-010

Quando chegamos a Brasília, retiramos o carro diretamente no aeroporto e seguimos para o hotel. Aproveitamos o restante do dia para passear pela capital federal.  Caso opte por fazer o mesmo antes de ir para a Chapada dos Veadeiros, visite nossa página com roteiro e dicas sobre a cidade de Brasília.

O QUE FAZER NA CHAPADA DOS VEADEIROS CAVALCANTE

Aluguel de carro

O QUE FAZER NA CHAPADA DOS VEADEIROS

Considerações para a realização dos passeios:
  √ A maioria das atrações realizadas Chapada dos Veadeiros dão desconto para idosos (60+). Para nós, a única excessão foi o passeio da Cachoeira do Caracol, que fica em Alto Paraíso.
  √ Alguns passeios da Chapada das Veadeiros não são recomendados para crianças e pessoas com dificuldades de locomoção, devido ao terreno acidentado e às longas escadarias.
  √ Nem todos os atrativos possuem infraestrutura adequada.
  √ As estradas para os percursos Brasília -> Cavalcante -> Alto Paraíso -> Brasília são pavimentadas. No entanto, a via de acesso a algumas atrações é de terra, com alguns buracos e muitas “costelas de vaca”. Isso torna ainda mais vantajoso visitar a região durante a estação seca, evitando o período chuvoso.
  √ Alguns passeios podem ser feitos sem guia turístico e em outros é obrigatória ou recomendada a participação de um guia da região. É oportuno dizer que um guia sempre acrescenta informações, agilidade e segurança aos passeios.
  √ Recomendamos o guia que nos conduziu pelos passeios relacionados a Cavalcante: Joilson (Turismólogo com formação pela Universidade Federal do Tocantins): (62) 9601-5221 (WhatsApp). Nesta viagem à Chapada dos Veadeiros, só contamos com guias TOP!

Cavalcante

Joilson – Guia de turismo nativo de Cavalcante

1º DIA  (não obrigatório guia)

Por volta das 14h, chegamos à cidade e nos dirigimos à residência que havíamos alugado para deixarmos as bagagens, esticarmos as pernas e descansarmos um pouco.

Depois, saímos para conhecer Cavalcante. Como ainda tínhamos algumas horas antes do anoitecer, aproveitamos para caminhar pelas ruas, conhecer um pouco da cidade e fazer algumas compras no supermercado. Mais tarde, antes do pôr do sol, fizemos o passeio da Praia do Rio das Almas, encerrando assim nosso primeiro dia em Cavalcante.

PRAIA DO RIO DAS ALMAS – A Praia do Rio das Almas é um dos lugares mais tranquilos e agradáveis para quem deseja ter um primeiro contato com a natureza de Cavalcante. E o nome pode causar certa estranheza à primeira vista: estamos no interior de Goiás, bem longe do litoral, mas encontramos ali uma verdadeira praia de água doce, formada às margens do Rio das Almas. O local fica a aproximadamente 5 km do centro de Cavalcante. O acesso é bastante fácil: há um pequeno trecho pela rodovia asfaltada e, depois, uma caminhada de apenas cerca de 100 m até a área da praia. Por isso, é uma atração que pode ser visitada sem exigir uma grande caminhada ou preparo físico, sendo uma boa opção inclusive para quem está chegando à cidade ou quer fazer um passeio mais leve.

Cavalcante

Praia do Rio das Almas

Ao chegar, encontramos um cenário que combina uma faixa de areia com as águas do Rio das Almas e a vegetação da mata ciliar. Além da praia principal, existem pequenos trechos de areia e áreas onde o rio forma piscinas naturais, criando diferentes espaços para quem deseja simplesmente contemplar a paisagem, descansar ou entrar na água. A combinação da areia, do rio e do verde ao redor dá ao lugar uma aparência bastante diferente daquela que normalmente associamos às atrações da Chapada dos Veadeiros, dominadas por cachoeiras, cânions e grandes paredões rochosos.

Cavalcante

A Praia do Rio das Almas também conta com bar, restaurante e área para camping, embora a experiência seja essencialmente ligada ao contato com a natureza. O acesso é livre e há pequenas trilhas que podem ser percorridas sem necessidade de acompanhamento especializado. Para quem está fazendo um roteiro mais apertado pela Chapada, é justamente a facilidade de acesso que torna o lugar interessante: é possível encaixar a visita sem reservar um dia inteiro para o passeio. No nosso caso, a visita teve um significado especial porque foi o primeiro passeio que fizemos em Cavalcante.   Durante a época de chuvas, é importante não se deixar enganar pela aparência tranquila da água: o Rio das Almas costuma ter sua correnteza aumentada e o banho não é recomendado.

2º DIA  (obrigatório guia)

Em nosso segundo dia em Cavalcante, fomos conhecer o COMPLEXO ÁGUAS LINDAS & CANJICA, um daqueles passeios que exigem disposição, mas que recompensam o visitante com paisagens espetaculares. O complexo está localizado no município de Paranã, no estado de Tocantins, a 75 km do centro de Cavalcante, sendo quase todo o percurso de estrada de terra. O caminho tem muitos trechos com as famosas “costelas de vaca”, que tornam a viagem um pouco mais demorada e exigem atenção do motorista, mas não é necessário um veículo 4×4: um carro comum consegue fazer o trajeto.  Procure sair bem cedo de Cavalcante, pois a viagem até o atrativo dura em torno de 2 horas. Além do tempo de deslocamento, é importante considerar que, depois de determinado horário, o local costuma receber muitos visitantes. Por isso, combine previamente com seu guia o melhor horário para sair de Cavalcante e chegar cedo ao atrativo, aproveitando-o com mais tranquilidade.

 Embora possa não parecer à primeira vista, a estrada de terra que liga Cavalcante ao Complexo Águas Lindas & Canjica exige bastante atenção. O caminho é repleto de curvas e possui diversas passagens estreitas, como pontes e mata-burros, muitas delas sem sinalização e que surgem de repente durante o percurso. Joilson, que conhece bem o trajeto e faz esse percurso com frequência, foi fundamental para nossa segurança, avisando-nos a todo instante sobre os obstáculos e os pontos que exigiam maior cuidado. 

Para completar, nosso retorno aconteceu à noite, o que tornou o percurso ainda mais difícil e tenso. Podemos garantir: dirigir por aquela estrada nessas condições não foi uma experiência nada agradável. Por isso, se você pretende fazer esse passeio, vale considerar com bastante atenção o horário de retorno e as condições da estrada antes de se aventurar por esse caminho.

Cavalcante

Chegando ao complexo, começa uma trilha de aproximadamente 9 km no total, considerada de nível moderado, que percorre diferentes pontos de banho e contemplação. É um passeio para reservar praticamente o dia inteiro, tanto pela distância até o local quanto pelo tempo necessário para aproveitar as atrações com tranquilidade. Os principais atrativos do passeio são o Poço Águas Lindas, o Cânion Águas Lindas, a Piscina de Borda Infinita e a Cachoeira do Canjica, havendo ainda outros secundários também de rara beleza, como o Poço do Buriti, o Poço Encanto, o Poço Esmeralda e a Cascata do Paredão. A visitação funciona diariamente e, conforme as informações do atrativo, crianças de até 10 anos não pagam. O horário informado é das 8h às 17h, com entrada permitida até as 13h. Mais informações no site oficial do Complexo Águas Lindas.  Mesmo não fazendo parte das principais atrações do complexo, há muitas paradas interessantes ao longo dos 9 km de caminhada. Você verá algumas delas nas fotos, tal como a da imagem a seguir.

Cavalcante

Poço do Buriti

Cavalcante

Poço do Buriti

POÇO ÁGUAS LINDAS – Depois de percorrer parte da trilha pelo Complexo Águas Lindas & Canjica, chegamos ao Poço Águas Lindas, um dos primeiros grandes destaques do passeio e, como o próprio nome sugere, um lugar em que a beleza da água chama imediatamente a atenção. O poço é formado pelas águas cristalinas do rio Águas Lindas, que apresentam uma impressionante tonalidade entre o azul e o verde-esmeralda. A transparência é tamanha que, mesmo à distância, conseguimos enxergar as pedras no fundo, criando aquela curiosa sensação de que a água é muito mais rasa do que realmente é. Essa transparência é, sem dúvida, uma das características que mais impressionam.  Há um detalhe que merece atenção de quem pretende entrar na água: a aparência cristalina não significa que o poço seja raso. Pelo contrário, ele é considerado profundo, razão pela qual é importante respeitar as orientações do guia e ter cuidado durante o banho.

Cavalcante

Poço Águas Lindas

Para nós, o Poço Águas Lindas foi um daqueles lugares em que a natureza surpreende justamente pela simplicidade. Não é necessário encontrar uma enorme cachoeira para ficar impressionado: a combinação de água cristalina, coloração azul-esverdeada, peixes, rochas e vegetação do Cerrado já proporciona um cenário extraordinário. E, como ainda tínhamos pela frente outros pontos do complexo, a visita ao poço acabou sendo apenas uma amostra do que encontraríamos naquele longo e bonito dia de caminhada.  Na imagem abaixo, a sombra das árvores não permitiu registrar toda a beleza do Poço Águas Lindas.

Cavalcante

Poço Águas Lindas

Cavalcante

Seguindo nosso percurso pelo Complexo Águas Lindas & Canjica, fizemos uma pequena parada para apreciar, tomar um banho e tirar algumas fotos do Poço Encanto.

Cavalcante

Poço Encanto

Ainda antes de entrarmos no Cânion Águas Lindas, fizemos uma parada no Poço Esmeralda e na Cascata do Paredão, onde pudemos nos refrescar e aproveitar para registrar a beleza desses dois lugares surpreendentes.

Cavalcante

Poço Esmeralda

Cavalcante

Poço Esmeralda

Cavalcante

Cascata do Paredão

Cavalcante

Cascata do Paredão

Cavalcante

Poço do atrativo Cascata do Paredão – créditos: Joilson

CÂNION ÁGUAS LINDAS – O Cânion Águas Lindas engloba um trecho em que o rio passa por um corredor formado por grandes rochas, criando um cenário bastante diferente dos poços que havíamos encontrado anteriormente. Em vez de imaginar um cânion com enormes paredões verticais, como aqueles que aparecem em algumas das paisagens mais famosas da Chapada dos Veadeiros, aqui a experiência é mais intimista: caminhamos entre as pedras, acompanhando o curso do rio e encontrando, pelo caminho, pequenos poços e quedas d’água de águas cristalinas, com tonalidades que variam entre o azul e o verde-esmeralda.

Cavalcante

O percurso pelo cânion exige um pouco mais de atenção, principalmente porque boa parte da caminhada acontece sobre rochas de diferentes tamanhos e formatos. Algumas delas podem ficar escorregadias por causa da água, tornando importante caminhar com calma e seguir as orientações do guia. Não é um trecho em que velocidade seja sinônimo de bom passeio; pelo contrário, vale aproveitar as paradas para observar as formações rochosas, o movimento da água e os diferentes recantos que aparecem ao longo do caminho.  O percurso pelo cânion exige bastante atenção, em razão das pedras irregulares e das áreas molhadas. Por isso, é importante usar calçados adequados para trilha. Fizemos a maior parte dos 9 km com botas de caminhada, mas, na passagem pelo cânion, utilizamos sapatilhas aquáticas.

Cavalcante

Uma das características que tornam o Cânion Águas Lindas especialmente interessante é justamente essa sucessão de pequenos ambientes naturais. Em determinados trechos, as rochas estreitam a passagem do rio; em outros, elas se abrem e dão lugar a poços onde a água se acumula antes de continuar seu caminho. É uma paisagem que muda constantemente durante a caminhada, e isso faz com que o visitante tenha a sensação de estar descobrindo o lugar aos poucos, em vez de simplesmente chegar a um único ponto e contemplá-lo.

Cavalcante

O cânion também funciona como uma espécie de preparação para um dos momentos mais impressionantes do passeio. Ao final desse trecho do percurso, está a famosa Piscina de Borda Infinita. Dali, o visitante tem uma vista ampla para as montanhas, enquanto a água do rio despenca logo à frente, formando a impressionante Cachoeira Águas Lindas. Ou seja, o cânion não deve ser visto apenas como mais uma parada: ele faz parte da caminhada que conduz a um dos cenários mais marcantes de todo o complexo.

Cavalcante

Para nós, essa parte do passeio foi especialmente interessante porque trouxe uma experiência diferente daquela que tivemos no Poço Águas Lindas. Se lá a grande atração é a água cristalina e a impressionante coloração azul-esverdeada, no cânion o destaque está na própria caminhada, na proximidade com o rio e na necessidade de ir descobrindo o caminho entre as pedras. É o tipo de trecho em que não basta apenas olhar para o destino final: o caminho também faz parte da atração.

Cavalcante

 Vale lembrar que o Complexo Águas Lindas & Canjica está em uma área bastante preservada e de acesso relativamente remoto. A visitação é obrigatoriamente acompanhada por guia ou condutor, o que, além de contribuir para a segurança nos trechos sobre as pedras, torna a experiência mais rica para quem deseja conhecer melhor a região.

Cavalcante

PISCINA DE BORDA INFINITA – Depois de percorrermos o Cânion Águas Lindas, chegamos a um dos lugares mais impressionantes de toda a Chapada dos Veadeiros: a Piscina de Borda Infinita. O nome não poderia ser mais apropriado. Formada naturalmente pelas águas do rio Águas Lindas, a piscina parece se prolongar em direção às montanhas, criando aquela sensação de que a água desaparece no horizonte. O cenário é realmente espetacular e, depois de toda a caminhada que fizemos até ali, encontrar um lugar como esse é uma recompensa e tanto.

Cavalcante

Piscina de Borda Infinita

Cavalcante

Para nós, a Piscina de Borda Infinita foi um daqueles lugares que mostram por que vale a pena enfrentar uma trilha mais longa para conhecer os atrativos da Chapada dos Veadeiros. A paisagem muda completamente quando chegamos ao local, e é difícil não parar por alguns minutos simplesmente para admirar o cenário. É também um daqueles pontos em que vale a pena ter a câmera ou o celular à mão, pois a combinação da piscina, das montanhas e da cachoeira abaixo proporciona fotografias realmente memoráveis. 

Cavalcante

Cavalcante

A famosa “borda infinita”

Não é mentira o que digo a você, leitor: eu, Sr. VisiteiGostei, pensando no perigo que poderia haver caso houvesse correnteza no poço da piscina, levei até uma corda para amarrar meus netos. Deus me livre de acontecer um acidente e alguém cair do alto da Cachoeira Águas Lindas! Para que a corda não tivesse viajado à toa até a Chapada, fizemos a brincadeira e, claro, registramos o momento.

Cavalcante

Momento que joguei a corda

Cavalcante

As crianças acabaram participando da brincadeira

 

O que torna o local ainda mais especial é a paisagem que se descortina logo à frente. Das águas da piscina, a vista alcança as montanhas do Cerrado, enquanto, logo abaixo da borda, está a grande queda  da Cachoeira Águas Lindas. É uma combinação impressionante de água cristalina, paredões de pedra, vegetação e um horizonte aberto que faz desse ponto um dos grandes cartões-postais do complexo. A piscina não é muito grande, mas seu formato e, principalmente, a posição privilegiada em que está localizada fazem toda a diferença.

Cavalcante

Cachoeira Águas Lindas vista pelo drone do nosso filho

CACHOEIRA DO CANJICA – Como nossos netos tinham 8 anos quando fizemos este passeio, acabamos demorando um pouco mais para realizar o percurso, o que não nos permitiu visitar a última atração do complexo, a Cachoeira do Canjica. De qualquer forma, seguem algumas informações e uma foto dela.

A Cachoeira do Canjica é a última das principais atrações do Complexo Águas Lindas & Canjica e encerra o percurso realizado pelo local. Cercada pela vegetação típica do Cerrado e formada pelas águas do rio Canjica, a cachoeira faz parte do conjunto de poços, piscinas naturais, cânions e quedas-d’água que tornam esse passeio tão diversificado. O acesso é feito pela mesma trilha que percorre o complexo e, assim como nas demais atrações.

Cavalcante

Cachoeira do Canjica – créditos: Joilson

 

Passagens Aéreas

 

MIRANTE NOVA AURORA – Na volta do passeio pelo Complexo Turístico Kalunga, fizemos uma parada no Mirante Nova Aurora, um daqueles lugares que merecem alguns minutos de atenção durante o percurso. O mirante, localizado à beira da rodovia, proporciona uma bela visão da paisagem da região, com o relevo característico da Chapada dos Veadeiros se estendendo pelo horizonte. Depois de algumas horas de passeio, foi uma ótima oportunidade para fazer uma pausa, apreciar o cenário e registrar o momento em fotografias.

Cavalcante

Mirante Nova Aurora

A parada também nos permitiu contemplar com mais calma a grandiosidade da natureza que encontramos ao longo de nossa viagem pela Chapada dos Veadeiros. O contraste entre as formações rochosas, a vegetação do cerrado e o céu aberto cria um cenário muito bonito, especialmente para quem aprecia paisagens naturais. Mesmo sendo uma parada rápida no retorno do passeio, o Mirante Nova Aurora acabou fazendo parte das boas lembranças daquele dia.

Cavalcante

Vista do Cerrado a partir do Mirante Nova Aurora

3º DIA  (obrigatório guia)

No nosso terceiro dia de viagem, saímos da hospedagem para conhecer o COMPLEXO TURÍSTICO KALUNGA, localizado a cerca de 30 km do centro de Cavalcante. Considerado o maior quilombo do Brasil, ele se estende pelos municípios de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás. Segundo a Associação Quilombo Kalunga, há mais de 30 comunidades distribuídas pelas três cidades, com aproximadamente 1.800 famílias vivendo no Território Quilombola Kalunga. 

O território reúne paisagens naturais de grande beleza e atrativos que podem ser visitados com o acompanhamento de um guia pertencente à própria comunidade. O Complexo Turístico Kalunga funciona das 7h às 17h e, para a entrada e os serviços oferecidos, são aceitos pagamentos somente em dinheiro ou PIX.

Há três opções principais de passeio: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira da Capivara e Cachoeira Candaru. Para visitar o complexo, é necessário pagar a entrada e contratar um guia da comunidade, sendo que o valor cobrado pelo guia varia de acordo com a quantidade de passeios escolhida. Assim, o visitante pode optar por conhecer um ou mais desses atrativos, de acordo com o tempo disponível e seu interesse. Como preços, pacotes e condições de visita podem sofrer alterações, recomendamos consultar o site oficial do Complexo Turístico Kalunga.

Das três opções de passeio oferecidas pelo Complexo Turístico Kalunga, optamos por conhecer apenas duas: a Cachoeira Santa Bárbara e a Cachoeira da Capivara. Como ainda precisaríamos seguir viagem para Alto Paraíso antes de anoitecer, decidimos não incluir a Cachoeira Candaru em nosso roteiro, deixando essa atração para uma próxima oportunidade.

Também fizemos uma segunda escolha: realizamos o passeio da Cachoeira Santa Bárbara utilizando o transporte oferecido pelo complexo (pago). Já para conhecer a Cachoeira da Capivara, resolvemos percorrer a pé a trilha que liga a entrada do complexo ao atrativo, mantendo essa opção também no caminho de volta.

Cavalcante

Entrada do Complexo Turístico Kalunga

Procure sair bem cedo de Cavalcante, pois, depois de determinado horário, o local costuma receber muitos visitantes, e a Cachoeira Santa Bárbara pode ficar lotada, prejudicando o passeio e até mesmo a qualidade das fotos. Por isso, combine previamente com seu guia o melhor horário para sair de Cavalcante e chegar ao atrativo antes do maior movimento, aproveitando-o com mais tranquilidade. A propósito, Joilson pertence à comunidade e está autorizado a atuar como guia no complexo.

CACHOEIRA SANTA BÁRBARA – Para chegar à Santa Bárbara, o visitante pode optar por utilizar o transporte oferecido pelo próprio complexo para realizar o deslocamento até o início do passeio. O transporte oferecido pelo Complexo Turístico Kalunga leva o visitante por uma estrada de terra até determinado ponto do percurso, onde termina o deslocamento em veículo. A partir daí, é necessário continuar a pé por uma trilha até a Cachoeira Santa Bárbara, em um percurso de aproximadamente 1,5 km.   Todo o transporte oferecido pelo Complexo Turístico Kalunga é pago, com opções de contratação individual para ida, volta ou ambos os trajetos.

Cavalcante

Pequenos caminhões fazem o transporte entre os atrativos do complexo

Cavalcante

Cavalcante

Quando finalmente chegamos à cachoeira, entendemos com facilidade o motivo de sua fama. A combinação entre a queda d’água, o poço de águas transparentes e as paredes rochosas cobertas pela vegetação cria um cenário de rara beleza. Em dias ensolarados, a luz realça ainda mais as tonalidades da água, proporcionando uma paisagem que permanece na memória. É um daqueles lugares em que a fotografia, por mais bonita que seja, dificilmente consegue reproduzir toda a beleza que encontramos pessoalmente.

Cavalcante

Cavalcante

A Cachoeira Santa Bárbara é provavelmente o atrativo mais conhecido do território da Comunidade Kalunga e um dos cartões-postais da Chapada dos Veadeiros. Localizada na região do Engenho II, ela impressiona principalmente pela beleza de suas águas, que apresentam uma coloração azul-turquesa de grande intensidade em determinadas condições de luz. A queda-d’água, com cerca de 30 m de altura, forma um belo poço cercado pelas formações rochosas e pela vegetação característica do Cerrado.  Em razão do grande número de visitantes, o tempo máximo de permanência na Cachoeira Santa Bárbara é de 1 hora.

Cavalcante

Cavalcante

CACHOEIRA DA CAPIVARA – A Cachoeira da Capivara foi nossa segunda escolha entre as atrações oferecidas pelo Complexo Turístico Kalunga. Menos famosa que a Santa Bárbara, ela proporciona uma experiência igualmente interessante, combinando quedas d’água, piscinas naturais e belas paisagens do Cerrado. Diferentemente do passeio à Santa Bárbara, para conhecer a Capivara optamos por fazer o percurso caminhando. Percorremos os 2 km da trilha que liga a entrada do complexo ao atrativo e fizemos o mesmo caminho a pé na volta. Essa escolha tornou o passeio um pouco mais demorado, mas também nos permitiu apreciar com maior atenção a paisagem ao longo do percurso.   Como acontece em outras trilhas da Chapada dos Veadeiros, alguns trechos exigem cuidado, principalmente por causa das pedras e das irregularidades do terreno.

Cavalcante

Ao chegarmos à cachoeira, encontramos um ambiente cercado por paredões rochosos, vegetação nativa e águas que formam belos poços naturais. A paisagem se torna ainda mais interessante quando observada em conjunto com o relevo da região, revelando a grandiosidade do Cerrado ao redor. A principal queda possui aproximadamente 40 m de altura e despenca entre as formações rochosas, formando um cenário bastante expressivo. Para nós, a Capivara acabou sendo uma experiência diferente da Santa Bárbara, não apenas pela própria característica da cachoeira, mas também pelo caminho percorrido a pé, que fez parte importante do passeio.

Cavalcante

Cachoeira da Capivara

Cavalcante

Cachoeira e Poço da Capivara

Cavalcante

Cavalcante

Concluído o último passeio do dia, deixamos o complexo e retornamos à nossa hospedagem. Como já havíamos deixado as bagagens e os demais pertences preparados, foi só pegá-los e seguir viagem para Alto Paraíso de Goiás. Nossa intenção era evitar fazer à noite os 90 km, cerca de 1h30 de viagem, que ainda teríamos pela frente até Alto Paraíso.

Assim, encerramos nossa estada em Cavalcante, levando conosco as belas experiências vividas nos dois belíssimos complexos que visitamos e em outros pontos turísticos da região, já partindo para a próxima etapa da nossa viagem pela Chapada dos Veadeiros.


Relacionamos alguns locais e atrativos que não visitamos, mas que são classificados como pontos turísticos interessantes da região de Cavalcante. Se você optar por permanecer mais dias do que nós, seguem as sugestões:
   – Complexo do Prata
   – Cachoeira Candaru
   – Cachoeira São Félix
   – Complexo Veredas
   – Complexo Vargem Redonda


QUANDO IR À CHAPADA DOS VEADEIROS / MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR A CHAPADA DOS VEADEIROS

A melhor época para visitar a Chapada das Veadeiros é durante a estação seca, que vai de maio a setembro. Nesse período, as chuvas são raras, os dias são ensolarados e as cachoeiras e fervedouros estão com níveis de água mais baixos, o que facilita o acesso e a prática de atividades aquáticas. No gráfico abaixo, é possível observar, mês a mês, as médias de temperatura (em vermelho) e de chuva (em azul), baseadas em dados climatológicos de vários anos.  Nossa viagem aconteceu no início de agosto e foi excelente!

Cavalcante

Dados Climatológicos – Chapada dos Veadeiros (clique sobre a imagem para ampliá-la)

O QUE LEVAR NA VIAGEM

  √ Roupas leves e confortáveis (dê preferências às que sequem rápido)
  √ Roupas para sair à noite (sem muito luxo)
  √ Traje de banho e chinelo de dedos
  √ Boné ou chapéu
  √ Sapatilhas aquáticas (protegem os pés ao caminhar na água)
  √ Botas apropriadas (se for fazer trilhas longas)
  √ Protetor solar
  √ Repelente (de passar no corpo e aqueles que vão na tomada)
  √ Câmera fotográfica/celular
  √ Powerbank
  √ Capa à prova d’água para celular
  √ Saco estanque (bolsa impermeável)
  √ Lanterna (usada se for ver o sol nascer no Portal)
  √ Conversor (caso algum de seus aparelhos eletrônicos não possa ser ligado em 220 volts)
  √ Snorkel/óculos de natação
  √ Medicamentos de uso contínio e os que podem ser úteis

HOSPEDAGEM

A hotelaria em Cavalcante é simples, mas vem melhorando nos últimos tempos. Hospedar-se na cidade ou em qualquer outro destino da Chapada dos Veadeiros é relativamente tranquilo e não deverá onerar sua viagem, como ocorre em outros municípios turísticos. Em nossa viagem à Chapada dos Veadeiros, primeiro ficamos hospedados em Cavalcante e, posteriormente, em Alto Paraíso.

A cidade de Cavalcante é simples, possuindo uma infraestrutura rústica para receber seus visitantes, com alguns hotéis, pousadas e imóveis para aluguel por temporada, como o Airbnb. Como estávamos em família, optamos por alugar uma casa por dois dias, o que nos proporcionou mais espaço e conforto durante nossa estada.

ELETRICIDADE E TOMADAS

Cavalcante, assim como a maioria das cidades do estado de Goiás, opera em correntes de 220 volts. Aos que não residem no Brasil, o padrão das tomadas em nosso país é o tipo N.

Tomadas

LOCOMOÇÃO

Existem basicamente duas maneiras de se locomover pela Chapada dos Veadeiros: a primeira é utilizando um carro próprio ou alugado, e a segunda é contratando os serviços de uma agência de viagens.

SAÚDE

Capriche no filtro solar, pois com o sol do Centro-Oeste brasileiro não se brinca! Use boné/chapéu, proteja as regiões do seu corpo que menos pegam sol e, se tiver com crianças, vista-as com blusas contra raios UV. A falta de cuidado com o sol pode estragar seu passeio. Recomenda-se ingerir bastante líquido, mantendo-se sempre hidratado, pois o Cerrado brasileiro é muito seco. A água da torneira da região não é potável e pode transmitir doenças, ou, no mínimo, dar aquela diarreia básica. Compre suas vasilhas de água nos mercadinhos e distribuidoras de bebida da cidade.  Se você é daqueles que gosta de praticar exercícios físicos, procure acordar bem cedo para fazê-los. É neste momento que o sol ainda não virou um maçarico apontado para a cabeça das pessoas.

Contratar um Seguro Viagem é algo importante para a tranquilidade e segurança de qualquer viagem. O seguro oferece cobertura para situações inesperadas, como problemas de saúde, acidentes, perda de bagagem, cancelamentos de voos e outros imprevistos. Compare planos e encontre os melhores preços das principais seguradoras no site da Seguros Promo.

SEGURANÇA

Cavalcante tem uma taxa de criminalidade baixa, e em nenhum momento nos sentimos ameaçados ou preocupados com riscos relacionados à violência ou crimes. Para garantir uma estada segura e sem incidentes, mantenha-se atento ao que acontece ao seu redor. Aos estrangeiros, aconselhamos deixar o passaporte original guardado no hotel e andar somente com a cópia (colorida) das páginas de identificação.

ALIMENTAÇÃO

A alimentação na Chapada dos Veadeiros é marcada pelos sabores da culinária goiana e pela influência dos ingredientes encontrados no Cerrado. Nas cidades e nos estabelecimentos voltados ao turismo, é possível encontrar desde pratos tradicionais da cozinha regional até opções de culinária brasileira e internacional. Entre os ingredientes que merecem atenção estão o pequi, o baru, a guariroba, a castanha de baru e frutas típicas do Cerrado, que aparecem em pratos, doces, sorvetes, geleias e outras preparações.

Em Cavalcante, Alto Paraíso e nos demais destinos turísticos da Chapada, há restaurantes, lanchonetes, cafés e pequenos estabelecimentos que atendem diferentes gostos e bolsos. Em alguns locais, a proposta valoriza produtos regionais e preparações artesanais, enquanto outros oferecem refeições mais simples e práticas para quem passa o dia fazendo trilhas e visitando cachoeiras.

Durante os passeios, é importante considerar que algumas atrações ficam distantes dos centros urbanos e podem exigir várias horas de deslocamento e caminhada. Por isso, dependendo do roteiro, vale a pena levar água e algum alimento para consumo durante o trajeto, respeitando sempre as orientações de cada local e evitando deixar resíduos na natureza.

Durante nossa viagem, tivemos a oportunidade de experimentar a gastronomia local e fazer nossas refeições tanto em Cavalcante quanto em Alto Paraíso. Como estávamos em família e passávamos boa parte do dia fora, também procuramos conciliar as refeições com os horários dos passeios, aproveitando as opções disponíveis em cada cidade.

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